<BODY> philipinas: RUPERT EVERETT DIZ QUE GUY RITCHIE AFASTOU MADONNA DOS GAYS

quarta-feira, setembro 6

RUPERT EVERETT DIZ QUE GUY RITCHIE AFASTOU MADONNA DOS GAYS


O ator britânico conta em autobiografia que a homofobia de Guy Ritchie conseguiu afastar Madonna de seu irmão gay, Christopher Ciccone, e de outras "bichas" que ajudaram a carreira da cantora. Rupert Everett explica que os dois eram eram inseparáveis desde a infância e que foi Madonna quem o levou para o "mundo material, onde ele se mostrou uma jangada resistente em águas infestadas de tubarões".

"Mas Guy e ele [Christopher] eram de planetas diferentes. Era como se o sucesso de um dependesse da ausência do outro. Outros também tiveram que partir. Guy não se sentia confortável com 'bichas' por perto e isto foi um ponto final para muitas 'fervidas' e rainhas de discoteca que ajudaram a construir o reinado da Madonna", escreve Rupert.
Pelo visto, o ator quando não é visto nas telas do cinema, não usa o tempo livre só para curtir as areias em frente à Rua Farme de Amoedo, na praia de Ipanema, point gay do Rio de Janeiro. Rupert Everett acaba de lançar "Red Carpets and Other Banana Skins: The Autobiography", um livro que promete revelar o segredo de muitas celebridades de Hollywood. Em sua biografia, Rupert não só fala da amiga Madonna, mas também de Julia Roberts e Sharon Stone.

Em um dos principais relatos do livro, o ator também fala sobre a dificuldade em conseguir papéis importantes no cinema sendo gay. Neste trecho, Rupert Everett se compara com o ator Hugh Grant, que também é britânico, exerce a mesma profissão, faz os mesmos tipos de filme e tem a mesma idade que ele:
"A diferença é que um de nós é hétero e o outro é gay. O hétero anda pelo tapete vermelho com uma bela mulher e tudo dá certo. Já o gay tem que desistir de tudo e fazer filmes independentes".
Na parte em que fala sobre Sharon Stone, Rupert conta que a atriz havia dito que ele seria o papel masculino principal de "Instinto Selvagem 2". Na época, a continuação do thriller erótico seria dirigido por David Cronenberg. O diretor havia adorado a idéia de ter Rupert no elenco.

"Ele [David Cronenberg] ligou para a MGM, o estúdio que estava produzindo o filme, para informar que ele tinha achado o ator. Nesta hora, tudo foi por água abaixo. Disseram para o meu agente, com todas as letras, que um homossexual era visto como um pervertido nos Estados Unidos e que o mundo nunca me aceitaria no papel. Durante uma semana, houve muitas ligações transatlânticas. Depois, minha agência começou a pesar os prós e os contras. (...) Sharon, por outro lado, nunca desitiu. 'Querido', disse ela. 'Eu não consigo acreditar no que está acontecendo. Estou com meu advogado e nós achamos que devemos parar o filme e processar o estúdio. O que você acha?' Eu deitei em minha cama, minha cabeça virava. Procurei por um cigarro, tomei um pouco de vodka e alguns remédios. De repente, pela primeira vez e minha carreira, me senti totalmente devastado e comecei a chorar".
No livro, Rupert Everett também fala sobre o seu primeiro encontro com David Bowie, Andy Warhol e Bianca Jagger, aos 18 anos de idade, e do impacto que Madonna causou em sua vida.

(via Towleroad e Daily Mail)