<BODY> philipinas: CÓDIGO POR TODOS OS LADOS

segunda-feira, maio 22

CÓDIGO POR TODOS OS LADOS


No domingo, fui ao cinema conhecer "O Código Da Vinci" e fiquei espantado com o sucesso do filme. É impossível falar sobre ele sem contar da febre que assolou a cidade.

A fila para ver o best-seller adaptado para o cinema era quilométrica, os ingressos se esgotaram em poucos segundos e, o público, era o mais variado possível. Sentada na minha frente, uma mãe de família acompanhada de marido e filhos contava que o caçula já havia assistido ao filme três vezes e, daquela vez, insistiu para que todos fossem com ele.

Depois do fim de semana da estréia, não se falava em outra coisa nas bicicletas ergométricas da academia, nas espeluncas que vendem joelho, na esquina do açaí e no metrô de volta para casa. "Código Da Vinci" é a pipoca da vez.

Sobre o filme, há pouca coisa para dizer. Está longe de ser uma das melhores atrações do ano e muito menos um dos mais divertidos. Instigante? Polêmico? Nada. "Código Da Vinci" seria basicamente, um grande concorrente à filme mais bobo do ano. São duas horas e meia de uma historinha boba que irá agradar, por exemplo, o nerd de treze anos sentado perto de mim.

Maria Madalena, o personagem mais legal da Bíblia, merecia uma brincadeira, no mínimo, mais engraçada ou mais inspiradora.

Ao sair do cinema, o papo de duas mulheres com entonação de mistério dava um final alternativo para o filme. Elas comentavam a descoberta recente de que Judas, na verdade, não foi um traidor.

Eu devo ter grudado chiclete na mesa da Santa Ceia.