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domingo, julho 3


TODO O MUNDO LÁ

A maratona de shows megalomaníacos do maluco do Bob Geldof acabou. No final das contas, o Live 8, além de chamar atenção do mundo para a pobreza nos países mais fudidos, veio também confirmar o talento de alguns músicos ao comandar a multidão.


Não é para qualquer bandinha de rock, não é para qualquer cantor. É um barato, por exemplo, ver uma Madonna tão emocionada, disposta e elétrica ao se apresentar.

Segundo a revista NME, Madonna fez uma performance espetacular. Para o repórter da BBC, "ela não é a rainha do pop à toa". "Pôs todos para bater palmas juntos, do mesmo jeito que Freddie Mercury fez em 1985".

Mas não precisava ninguém dizer. Quem assistiu ao Live 8 pela MTV, viu Madonna fazer o público de Londres delirar ao cantar (surpreendentemente bem) os sucessos Like a Prayer, Ray of Light e Music. Munida com coreografia, dançarinos, B-boys e um coral completinho, Madonna perguntava antes para a multidão "Are you ready to start a revolution?".

Robbie WilliamsFalando em revolução, quem também consegue fazer uma perfeitinha é Robbie Williams. O cara quando se apresenta no Hyde Park, em Londres, está em casa. Domina a massa como ninguém. Ao cantar "Let Me Entertain You", não precisou pedir duas vezes que a platéia já concordou.

Um dos pontos altos das quase 12 horas ininterruptas de show foi também a presença de Paul McCartney, em perfeita forma, cantando com o U2 no início e finalizando o espetáculo com os clássicos dos Beatles "Get Back" e "Hey Jude".

Annie Lennox é o que háUma coisa que nunca entendi são os elogios para Annie Lennox... Ainda é surpresa para alguém a performance sempre impecável de uma das melhores vozes da música?

Annie Lennox não só tem a perfeita noção do quê está fazendo em cima do palco, como o faz como ninguém mais: com postura, atitude, força e grandeza que só é vista em bandas como o REM, por exemplo.

E se o concerto é de rock, o Green Day veio fazer jus ao estilo. Agitou Berlim com uma energia que não foi dada por nenhuma outra banda durante o Live 8.

Michael StipeAliás, viram o Coldplay? Não foi fofo ver a Gwyneth Paltrow levando a pequena Apple (é o nome da filha dela) para assistir ao show do papai? De pensar que só eu dormia com as músicas da banda... A criança pegou no sono que foi uma beleza.

Se é possível escolher uma pior apresentação, eu fico com a do A-Ha. Que bandinha... Aliás, a competição de "maior mico do Live 8" só não fica mais acirrada porque enquanto Linkin Park, Bon Jovi e Pink Floyd se apresentavam eu, involuntariamente, corri para o banheiro.

Legal ver o Scissor Sisters, o Elton John, o pedacinho de Bjork no Japão e o Kanye West na Filadélfia.

E se a intenção do festival era conscientizar os líderes mundiais para a pobreza de países como a África, a Beyoncé acertou em cheio ao fazer o show com as duas companheiras do Destiny´s Child. Mostrou comprometimento com a causa. Vocês viram a finura do braço daquelas duas? Deu pena. Não devem ver um prato de comida há anos.

Bem, o resto é history. Ainda tenho que contar para vocês a estréia do reality show de Whitney Houston e do marido Bobby Brown.


- I´m innocent, yall.