<BODY> philipinas

terça-feira, maio 3


TO DIE FOR

Quando o assunto é Nick Hornby, eu sou daquelas teenagers que pulavam, gritavam e se descabelavam quando viam os Beatles. Ok, nem tanto.

Mas, se existe um autor que eu devoro em menos de dois dias, é ele: o cara de "Alta Fidelidade", "Um Grande Garoto" e "Como ser Legal". O Segundo Caderno de hoje traz a resenha do jornal inglês The Independent sobre o novo livro de Nick Hornby, "A Long Way Down", uma história sobre quatro estranhos que tentam o suicídio no topo de um prédio. "É reconfortante então descobrir que o mais famoso autor do Arsenal está de volta, em forma, com um esforço de primeira divisão: este é seu melhor livro desde Alta fidelidade", diz o jornal.

E define, perfeitamente, o que é ler um livro de Nick Hornby. "É um pouco como não comer adequadamente. Você sabe que está deixando de lado os legumes e verduras literários. Mas, mesmo assim, é tão leve quanto um paninho de limpeza. A escrita [de Hornby] possui uma qualidade característica. E isso é algo que te deixa com um sorriso satisfeito".

Enquanto isso, no outro jornal britânico, o The Guardian, há um trecho extenso do livro. Abaixo, coloco o pedaço em que um dos personagens - Jess, filha adolescente de um ministro - avalia o porquê da tentativa de suicídio:

"So even though I could see straight away that he wasn't at this party, I stayed for a while. Where else was I going to go? I was feeling sorry for myself. How can you be 18 and not have anywhere to go on New Year's Eve, apart from some shit party in some shit squat where you don't know anybody? Well, I managed it. I seem to manage it every year. I make friends easily enough, but then I piss them off, I know that much, even if I'm not sure why or how. And so people and parties disappear.

I pissed Jen off, I'm sure of that. She disappeared, like everyone else.

I'd spent the previous couple of months looking up suicide inquests on the internet, just out of curiosity. And nearly every single time, the coroner says the same thing: "He took his own life while the balance of his mind was disturbed". And then you read the story about the poor bastard: his wife was sleeping with his best friend, he'd lost his job, his daughter had been killed in a road accident some months before . . . Hello, Mr Coroner? Anyone at home? I'm sorry, but there's no disturbed mental balance here, my friend".