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terça-feira, maio 24


M.I.A., A NOVIDADE QUE VOCÊ JÁ CONHECIA

Quando alguém te perguntar se você curte o som da M.I.A. - e você não tiver nem idéia do que se trata -, diga logo que sim.

Mesmo que você nunca a tenha ouvido mais gorda, a cantora londrina M.I.A. (pronuncia-se maia) faz um batidão bem conhecido: o funk que vem dos morros do Rio. Em "Arular", o disco de estréia da cantora, a adoração ao gênero nascido nas favelas cariocas é escancarada. A faixa "Bucky Done Gun", por exemplo, é cópia descarada (e autorizada por DJ Marlboro) do funk "Engessão". A "culpa" é toda do DJ Diplo (produtor do disco) que, ao se apresentar no Brasil, levou o funk para a amiga ouvir. Deu no que deu.

Não se fala em outra coisa mais divertida e legal nos clubes londrinos do que M.I.A. A cantora está estourando também nas boates alternativas dos EUA e, a convite do padrinho Marlboro, talvez venha ao Rio para se apresentar no Tim Festival. Atualmente, ela abre os shows do LCD Soundsystem mundo afora.


- Meus pais nasceram no Sri Lanka. Eu sou roots.

Sobre a música de M.I.A., ninguém melhor do que ela para definir. "É a música mais feia de todos os tempos. Ficou pronta em, tipo, meia hora e, para dizer a verdade, a gente nem lembra de ter feito", contou.

O som de "Arular" (ouve lá no site dela) é uma mistura de batidas jamaicanas com o funk carioca. Não traz nada de novo, mas o sucesso é completamente compreensível. A adoração pelo som diferente, lúdico e divertido fascina qualquer gringo (e paulista, claro).

Hoje em dia não é mais necessário subir o morro para ver o que Tati Quebra-Barraco e cia andam aprontando. Agora a cultura musical da favela vem embrulhada em papel fino e importado.

Jair Rodrigues já cantava anos atrás que "o morro não tem vez. E o que ele fez já foi demais. Mas olhem bem vocês. Quando derem vez ao morro, toda cidade vai cantar".

Bem, agora o mundo, talvez.