<BODY> philipinas

segunda-feira, abril 18


MISSÃO PAPAL

"How many people are sweating? Sweating is good. It gets the bad things out. Now put your hands over your hearts and join me: Let's get rid of envy, of greed. . . ."

If Rossi sounds more like an exercise instructor than a Roman Catholic priest, it's probably because he used to be one.


O trecho acima foi tirado do jornal Washington Post, que descobriu o que os padres brasileiros andam fazendo para não perderem mais católicos para a igreja evangélica.

Em "Brazil's Priests Use Song and Dance To Stem Catholic Church's Decline", o jornal fala sobre o encontro de Marcelo Rossi com João Paulo, em 1997. Quando visitou o Brasil, o Papa teria se reunido com Rossi e outros jovens padres. Na ocasião, teria pedido para que eles achassem meios para reverter a erosão católica em um país onde a corrente evangélica ameaçava a dominação cristã.

"Ele nos disse para acordar, que nós precisávamos conseguir mais gente nova envolvida com a igreja", disse Rossi. "Então eu fiz uma promessa que, a partir daquele momento, eu usaria todas as ferramentas que eu tivesse disponíveis: televisão, rádio, cinema, a internet. Tudo."

Viu? Padre Marcelo Rossi tinha uma missão. E não era pouca coisa. Foi o pedido de um Papa agora falecido.

Se a intenção era atrair mais fiéis, o padre católico continua trabalhando muito bem. Revelar tal papo com o Papa somente agora é excelente publicidade. Significa, por exemplo, que os católicos teriam que respeitar ainda mais a quantidade de música, filme e aparições idiotas na TV.

Tudo bem que a penitência e a punição são ensinamentos católicos, mas Rossi não precisava ter levado tão a sério o pedido de Paulo. Bastava falar as bobagens de sempre que já seria torturaria suficiente.

A abertura carismática da igreja católica comandada por ele vem nos trazendo pérolas desde 2001. Na época, Rossi, no auge de sua forma (verbal, e não física), disse para a revista Isto É:

"O aborto é o pior crime que existe. Matar um inocente! No caso de estupro, o agressor é o estuprador, a criança é inocente. Por último, estamos longe de saber o que leva ao homossexualismo. É um fenômeno. Por isso a pessoa que está nessa situação merece todo o respeito. Ela pode não ser culpada, e, mesmo se for, ainda é digna de respeito. Afinal, quem é que não erra?"

Exatamente, Rossi. Estás perdoado.