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segunda-feira, março 21


PROGRAMA DE ÍNDIO?

Encarar uma praia lotada, debaixo de chuva, junto com uma multidão e muita confusão para ver duas horas de Lenny Kravitz é programa de índio, sim, mas vale a pena.

Só é lamentável que o show (tão redondo e bem pensado) tenha sido exibido nestas condições. Teria sido excelente, por exemplo, se o público estivesse conseguindo responder à altura da ótima versão de mais de 10 minutos de "Let Love Rule" - momento igreja do espetáculo. Na música, Lenny Kravitz parecia em transe, sendo conduzido pelos backing vocals afinadíssimos.

O problema só é resolvido ao longo do show com os hits mais conhecidos no Brasil como "It Aint Over Til Its Over", "Fly Away" e a excelente "Are you Gonna Go My Way?", que levantaram os molhados da areia.

Lenny Kravitz é um cara sério. E autêntico. Não veio para babar o ovo da cidade. Não fez o melhor show da sua vida, por exemplo. Nem disse que amava o Rio, a cidade mais bonita do mundo, como faz a maiora dos gringos que vem tocar por aqui. Nem ficou impressionado com a quantidade de babacas (incluindo eu) que se reuniram debaixo de chuva para vê-lo tocar.

Lenny Kravitz subiu no palco para mostrar quem realmente era: um artista completo, original, excelente guitarrista, cheio de soul e, talvez, muito cool para o calor dos cariocas.

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No fotolog /lulinhapazeamor: "Aeee galerinha, hj o Lenny (/morenin_showdebola) teve aqui no sítio e me deu uma guitarra irada. Do meu lado, minha mulé, Dona Maria (/gordinha_safada). Todo mundo bombando hoje lá na praia, hein. Iça!".