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sexta-feira, março 25


E NHOQUE? PODE?

Nunca entendi direito essa tradição católica. Por que não pode comer carne na sexta-feira santa? Tenho dúvidas gritantes. Por exemplo, bacon é carne? E presunto? Por que o peixe é o único que pode ser comido? Minha família costumava explicar dizendo que ele podia por ser carne branca.

E o frango, então? Ah, o frango não. "A galinha quando é morta sangra, sente dor, sai descontrolada, gritando", contava a minha avó. Apesar de adorar imaginar a galinha histérica sendo morta, eu continuava com pena do peixe, o grande sobrecarregado pela morte de Jesus.

Com todas as explicações, o que fica claro é o seguinte: o problema não é mandar carne vermelha, branca ou azul (ou seja lá qual cor) para dentro do estômago. E sim evitar comer qualquer coisa que lembre o corpo de Cristo sendo pregado, cortado e sangrando como um bom bife suculento.


- Eu também sangro.

Bem, eu já fiz o meu dever de casa. Comi nhoque ao molho 4 queijos com champignon. Feliz páscoa pra todo mundo.

Ah, ovo de chocolate pode, tá? Não sangra, faz bem para a saúde e é tão bom quanto sexo. Caso alguém passe nas Americanas, quero o Mundy de avelã.

CHEGA DOS AMARELOS

Agora é a vez dos pretos. Mas, antes de começar, preciso contar a história. Assim como a camiseta brasileira de luta contra o câncer de mama (aquela do alvo), a pulseirinha amarela live strong, criada pela Nike, também luta pelo mesmo motivo: o combate à doença.

No Brasil, a tal pulseira amarela também virou moda, mas ganhou outras conotações (e preços). Lá fora, onde foi feita, é vendida por um dólar. Aqui, não se consegue por menos de 20 reais. No Rio, já ouvi pessoas explicando que a pulseira é coisa de uma boate super hypada de Nova York. Outros disseram que a pulseira era uma coisa vip de uma festa em Ibiza. No fim, a única coisa certa é que, se alguém usa a pulseira aqui no Brasil, viado é.


Ronaldinho Gaúcho é a estrela negra da nova campanha

Foi pensando no sucesso da live strong que a Nike criou outra pulseira, a Stand Up, Speak Up. Esta, lutando contra o preconceito racial no futebol - coisa bem visível na Europa e nos EUA e que, no Brasil, todo mundo finge não existir.

Eu proponho o seguinte. Para ajudar que a pulseira preta e branca bombe no Brasil, vamos espalhar que ela é de um club islandês que toca um house misturado com eletro progressivo que só deixa entrar vips tipo Paris Hilton, Stella McCartney, Uma Thurman e Gisele Bundchen. Todos vão usar.

FALANDO EM CLUBS

Eu não fui, mas fontes seguras afirmam que a edição de ontem da E.njoy, festa realizada pelo site cena carioca, atraiu inúmeros vips para a LeBoy. Dentre eles, a colunista colorida Hildegard Angel, do Jornal do Brasil.

André Garça, um dos organizadores do evento, andava pela boate com uma garrafa de champagne que, quando não estava em sua boca, servia o copo da colunista. Hildegard, uma senhora comportada da high-society, dançava tranquilamente no meio das barbies suadas e seminuas.

FALANDO EM SEMINUA


Enquanto o irmão se estressa no tribunal, Janet Jackson curte um banho de sol.