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terça-feira, janeiro 25


TER OU NÃO TER BARRIGA; EIS A DIVISÃO

Se você mora no Rio, sabe muito bem como se divide a população que habita a cidade: entre sarados e não-sarados. A moeda corrente daqui não é a mesma de São Paulo. Diferentemente da capital do gel no cabelo, onde o importante é ter dinheiro, vestir isso ou aquilo, ser assim ou assado, no Rio de Janeiro, basta um tanquinho.

É libertador, certo? Você pode ser um dragão, um cão chupando manga, a Bianca Exótica de quatro e virada do avesso, mas... Se você malha e possui um corpo fabuloso, o Cristo Redentor abre os braços para você.

Exemplo? Eu ia usar o seriado-novela Malhação, mas vamos pegar algo mais "de verdade": a última edição do Big Brother. Lá na casa tem preto, nordestina, branca, loira, gay, puta, tem de tudo. Mas não tem barriga. Nem uma sequer.

Então, aqui no Rio, fofo (sentido literal), você pode ser qualquer um. Mas, por favor, não seja um com barriga. Isso é falta de respeito. É cafonice. Até a Preta Gil, que era “feliz” gorda, já está emagrecendo.

Portanto, se você não perder a banha, as pessoas vão continuar te apontando na rua, rindo de você na praia e não te convidando para orgias. E quando você for tomar sorvete na orla com a amiga (também com barriga), lamentando as gorduras localizadas ao ver o desfile de corpos sarados na areia, a única sorte que você talvez tenha é a de estrelar uma matéria sobre Gordas de Ipanema em algum jornal gringo.

E você não quer ter só o Larry Rohter notando a sua existência, né?