<BODY> philipinas: Junho 2004

quarta-feira, junho 30


* Preciso usar o computador do chefe. Ele cede tranquilamente. Sento na mesa e percebo que há vários post-it colados no monitor. Todos eles com urls anotadas, acompanhadas de login e senha para acesso. Endereços de sites como www.fortbooty.com e www.wetpussies.com expostos assim, como se fossem a coisa mais normal do mundo. Pode?

O patrão leva zero em língua inglesa. Sabe nada mesmo. Estou certo de que ele desconhece o que é uma wet pussy (pelo menos assim, falando). Talvez por isto seja tão sem-noção ao colar aqueles endereços ali. Mas pouco importa. Amanhã eu pego as senhas para visitar os sites. Assim nós dois teremos assunto para o ano inteiro: "Tu viu a vagina da Kimberly como é arregaçada, chefe?"

* Aconteceu de novo. Uma grande empresa brasileira teve de dar explicações para a imprensa desmentindo boatos criados pelo site Cocadaboa. A última do site de "comédia" escolheu como alvo as Casas Bahia. Inventou que a loja demitiu seu garoto-propaganda após ver o comportamento inadequado do rapaz na parada gay de São Paulo. A piada, apresentada como notícia, ganhou proporções gigantescas e precisou ser desmentida pela empresa hoje.

A brincadeira feita pelo site não é novidade. Outras "notícias" saídas de lá também já foram tomadas como verdade por vários jornais e programas de televisão. Ok, pessoal, legal. Conseguiram. Mas por que iremos rir disso? Onde fica a graça? Brincar de mentirinha? De 1º de abril? Só pra zuá? Não acredito que seja só isso. O grande objetivo do Cocadaboa ao fazer tais brincadeiras é o de testar o seu poder, seu alcance. "Plantar" notícias falsas que ganham notoriedade nacional não deixa de ser, também, uma forma de conseguir a atenção ou o respeito da opinião pública. Ser reconhecido. E ficar famoso, assim como as "celebridades" que o site tanto gosta de avacalhar.

segunda-feira, junho 28


A fama no período AC/DC (antes e depois de Caras)

Divina Comédia da Fama, do jornalista Xico Sá, devia ser leitura obrigatória para qualquer descolado, suposto moderno, hypado e afins. Segundo o autor, todos estes querem ser famosos, mesmo que finjam que não.

O livro, inspirado na Divina Comédia, de Dante Alighieri, conta o caminho de um aspirante à fama passando pelo purgatório, onde "já existe um projeto de fama" cheio de sacrifícios para "chegar lá", subindo até o paraíso, onde já se pode ver "aquelas três letras, sua obsessão, tatuadas imaginariamente na testa: VIP" e descendo até o inferno, onde ele percebe que a "fama é como o bronzeado. Desaparece... e às vezes dá câncer". Neste último capítulo, um dos mais divertidos, Xico Sá diz que o famoso ainda tem esperanças de voltar às manchetes. Afinal, "vai rolar escalação para o elenco de novela do SBT" e um amigo "prometeu um papel em uma peça caça-níquel, cheia de ex-celebridades, gente como você".

Ao longo do livro, algumas frases "marcam presença" para ilustrar a situação em que se encontra o protagonista. Como a de Oscar Wilde: "A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular, é indispensável ser medíocre". Livro bem humorado, leve e livre de preconceitos.

sexta-feira, junho 25


A onda Trash que toma conta do Rio é coisa de paulista

Matérias especiais de diversos jornais da cidade falam, hoje, sobre o show de Rosana “Como uma Deusa” e o de Madonninha, cover da cantora cabalística, como uma nova tendência do carioca em idolatrar o brega.

Pois é, os paulistas estão fazendo escola. São eles que assistem ao SBT e nos ensinam tudo. Só eles têm o senso de humor tosco, típico dos Sobrinhos do Ataíde (que invadem a programação da MTV) e do programa Pânico, na RedeTV, (assistido pelo Brasil inteiro). São nossos amigos lá de baixo que vão para baladas (como a da Trash 80´s) e conseguem rir com shows de coadjuvantes de programas do Sílvio Santos e de bandas “medo!” como Trio Los Angeles.

Temos muito que aprender ainda. No caminho certo, já estamos. Um de nossos produtos “toscos”, porém, atual e original, é a funkeira Tati Quebra Barraco, que anda fazendo sucessos em guetos nunca dantes navegados: as casas de show da zona sul. Outra tosqueira, bem lembrada pelo Rio Show, é a drag nojenta Laura de Vison (performer da underground Incontru´s, em Copacabana). A transformista, por exemplo, é uma das musas do estilista Jean Paul Gaultier, que sempre que vem ao Rio faz questão de ver suas apresentações absurdas na boate. A gorda escandalosa enfia garrafas de champagne no cu, come ovos cozidos tirados do mesmo lugar e lambe os próprios peitos gigantescos o tempo todo no palco.

Não vai demorar muito para que o Rio de Janeiro (lê-se, Rede Globo) descubra, e também explore, a tendência. A onda trash carioca já começa neste fim de semana com a parada gay, domingo, em Copacabana. Circo!

segunda-feira, junho 21


Ela tá viva!

* Uma senhora enrugada de 64 anos, cabelos loiros, que todo mundo jurava já ter morrido, apareceu, neste domingo, em um show do Morrissey na Grã-Bretanha. A platéia foi ao delírio quando ouviu o início de "These boots are made for walking" que trouxe uma Nancy Sinatra saltitante ao palco. Ressucitada por Quentin Tarantino, a filha de Frank Sinatra cantou "Bang Bang" (da abertura de "Kill Bill") e "You Only Live Twice". Quem conta tudo é o NME.

* Outra surpresa ficou por conta de um político que todos juravam já ter morrido também. Tivemos a confirmação do boato só esta noite. Descanse em paz, Tio Leonel.

sexta-feira, junho 18


Show da baranga


"Nos primeiros minutos de Monster, é difícil se concentrar em outra coisa que não a já alardeada baranguice de Charlize Theron. A transformação da musa em mulher bagaceira, de cara marcada, cabelos secos, gordurinhas e dentes desalinhados é realmente impressionante. O filme de Patty Jenkins trabalha num registro exagerado, meio trash, mas que é a cara da época que retrata. O primeiro beijo de Aileen e sua namorada Selby (Christina Ricci), em um rinque de patinação ao som de Don´t stop believing, do Journey, é um exemplo de cafonice deliciosa".

Gustavo Leitão, no Programa, JB.

quinta-feira, junho 17


Ana Hickman e Alex Alves: Divas!

Assim como Zaraia e Mutatis, outras duas divas andam dando o que falar no cenário do entretenimento brasileiro. A modelo Ana Hickman e o jogador Alex Alves são as lôras que garantem momentos hilários quando resolvem dar entrevistas e participar de programas de auditório da tevê aberta.


- Nós somos bonitas e famosas


Lembro de uma visita que a modelo - com pernas de 55 metros – fez ao sofá da Hebe. Dentre os participantes do programa, um mímico nada engraçado fazia palhaçadas atrás dos convidados. Quando chegou a vez de Ana Hickman dar suas opiniões super sérias sobre o assunto ralo levantado pela apresentadora, a platéia começou a rir. Não demorou muito para que a top se virasse para trás e ameaçasse, num mal-humor de cão, a vida do convidado: “Ô, palhaço! O que você tá fazendo aí atrás de mim? Te mato se tiver me sacaneando”. O clima tentou ser amenizado com as risadas de Hebe, mas a modelo continuou sisuda: “Eu tô falando sério, tá?”.

Já na semana passada, na RedeTV (um dos canais mais tudo da televisão), Ana Hickman dava entrevista falando das normas severas sobre a veiculação do comercial de carro que estrela. Séria e ríspida, como sempre, dizia: “Pois é, meu filho. Assinar contrato comigo é assinar contrato com o diabo”.

Alex Alves é "super fashion"

Diferente da primeira lôra, Alex Alves não é nada “macho”. Inocente e “fashion” (no pior sentido da palavra), o jogador do Vasco da Gama anda dando trabalho para o clube. Além de ter engordado demais, anda faltando aos treinos do time por motivos ridículos.

Da última vez, dormiu até tarde pois participou, no dia anterior, do programa de Luciana Gimenez (também da RedeTV - esse canal é excelente). Sua participação consistia em responder diversas perguntas que pretendiam avaliar sua masculinidade. Segundo ele, em sua inocência idiota, o convite feito pela apresentadora foi aceito somente para dar um fim aos boatos que duvidavam de sua heterossexualidade.

Não adiantou muita coisa. O tal teste era apenas uma brincadeira feita por uma drag queen. As perguntas só pioravam a situação dos participantes. A roupa do jogador também não ajudou. Tanto pelo mau gosto quanto pela contradição. O cara apareceu vestido com uma camiseta preta agarradinha no corpo, onde se lia a célebre frase de Madonna no vídeo de Papa Don´t Preach, “Italians do it better”. Como assim?

No dia seguinte, levou uma bronca do técnico vascaíno e ainda foi avacalhado pelos colegas. Como punição, o jogador só volta a jogar quando chegar aos 87 quilos.

Alex, vai pra esteira... Pede uma malha de ginástica "super básica" para a Ana Hickman e vamos perder peso, minina.

Off-topic: Courntey Cox, a Monica de "Friends", já escolheu o nome de sua filhinha que acabara de nascer. Vai se chamar Coco. O batismo, dizem, é uma homenagem à Coco Chanel, mas deixa só a atriz vir para o Brasil com a filha para perceber a merda que fez.

terça-feira, junho 15


Tipo...

*O Cazuza de Daniel de Oliveira até que é bem machinho, né? Mas nada tão grave que destoe o filme que, por sinal, é repleto de boas atuações. E cheio de surpresas. No final, não dá nem para acreditar que foi a Sandra Werneck que dirigiu aquilo tudo. Realmente, a sorte (quer dizer, o Daniel de Oliveira) estava com a diretora.

O ator mineiro que interpreta Cazuza vem confirmar a fama de come-quieto característica dos cidadãos de seu estado. O cara tava lá, quietinho na Malhação, onde ninguém percebia como ele era bom. E agora, BUM, faz um Cazuza daqueles. Daniel de Oliveira, assim como o ator Emílio de Mello (que interpreta Ezequiel Neves), valem o ingresso.

No fim da exibição, um cinema lotado aplaudiu timidamente. Não, não tinha ninguém da produção do filme assistindo. Nenhum ator, nada. As palmas foram reflexos emocionados causados por um filme que fala a nossa língua. "Cazuza, o tempo não pára" é assunto nosso. É uma história familiar, nada distante. Enquanto saía, brinquei que a Lucinha Araújo estava lá sim. Que a mãe de Cazuza assistia à todas as sessões, em todos os cinemas do Rio. Uma senhora na minha frente não gostou muito. Ficou me encarando por horas.

*Pelo que parece, o e-mail do Google - aquele que oferece 1 Giga de armazenamento, mas que tem permissão para dar uma olhada no conteúdo das mensagens - vai funcionar assim como o Orkut: através de convites. Já distribuí uns trocentos Gmails para amigos e estes também puderam convidar seus conhecidos. É um jeito inteligente e seguro que o Google encontrou para receber seus usuários. Só entra quem é indicado por quem já “tá dentro”. É a versão virtual do irritante QI (quem indica).

*O Shrek tá vindo aí. Assim como o homem-aranha. E o novo disco da Bjork, que sai em agosto.

*Aliás, o novo trabalho da cantora, chamado Medulla, continua com a participação da dupla de namorados nerds de sons experimentais Matmos. Mas traz a novidade japonesa chamada Dokaka, um grupo de beatbox tão experimental quanto os garotos, e conhecido por fazer versões (somente com a boca) de músicas famosas. Estamos no aguardo.

segunda-feira, junho 14


Mudança é um cu gordo com bastante cabelo e espinha

Tô sem internet. E assim fico até quinta-feira. O mesmo acontece com o gás e a NET (mas quem sente falta dessas coisas?).

O médico recomendou família, amigos e colegas de trabalho para que não me contrariem. Para não falarem muito alto, nem negar nada. Pediu também para quando virem que estou espumando, manter a calma e chamar a ambulância. Mas tudo volta ao normal daqui a três dias. Assim espero.

segunda-feira, junho 7


Três negonas (ou três não-loiras)

João Kleber, Faustão, Gugu, Leão, Ratinho, Falcão, Raposa, Tigrão: toda a fauna já usou e abusou de programas com câmera escondida. De pegadinhas, a televisão está cheia. Mas há salvação: um programa do gênero feito pela tevê gringa, pasmem, é engraçado.

Um humor palhaço, uma atuação divertida e uma brincadeira que não humilha as vítimas das ruas são os grandes trunfos de "Elas não são loiras (3 Non-Blondes)" – programa feito pela BBC estrelado por três atrizes negras. Uma delas explica a escolha do nome: “Porque nós não somos... bem, tem aquela banda chamada 4 Non-Blondes. Então, nós somos a 3 Non-Blondes. Nós íamos colocar Três Lésbicas Negras em uma Cadeira de Rodas, mas sabe, preferimos o nome mais seguro”.

Exibido no Brasil pelo canal People and Arts (e que eu saiba, só por ele), o programa funciona por ser estrelado por excelentes caras de pau. São meninas dotadas de humor non-sense - tipicamente inglês - perfeito para garantir boas risadas. Em uma das cenas, as três vestidas de Tampax decidem fazer pesquisas pelas ruas sobre a eficácia dos absorventes. No metrô, uma fica berrando músicas de Kylie Minogue e incomodando os passageiros. No shopping center, pode-se ver uma negra gorda, cheia de sacolas, correndo feito louca. Já na rua, quem corre é a mais magrinha, apavorada, com um celular na mão. Afoita, sem conseguir falar ou respirar, pára uma senhora na rua e pergunta: a senhora está ovulando?


Jocelyn Jee Esien, Ninia Benjamin e Tameka Empson: as três não-loiras


Para Jocelyn Jee Esien, não existe dificuldade em ficar séria durante as cenas. “Você não pensa nisso porque você está nas ruas. É como ter de sobreviver. E o nosso trabalho é convencer as pessoas. Quando conseguimos, levamos tudo ao limite”. Uma das personagens fixas de 3 Non-Blondes, feito por Jocelyn, é uma virgem que pede conselhos sobre sexo em diversos lugares. “Eu adoro quando nós três atuamos juntas porque nos divertimos muito e nos sacaneamos demais. Mas a minha favorita é fazer a virgem. Me divirto porque aquilo não sou eu”, disse.

O sucesso de 3 Non-Blondes é simples. As pegadinhas não são baixarias, tortas na cara, tombos ou abusos de poder. São leves e críveis, mesmo parecendo absurdas. Têm histórias, construção de personagens. São comuns. E dão certo porque as três não-loiras divertidíssimas ainda não são celebridades que podem ser reconhecidas nas ruas. Que continuem assim.

--> "Elas não são loiras" é exibido pelo canal People & Arts nas segundas-feiras e aos sábado, às 22h. Com reprises nas terças-feiras e domingos. Ou seja, ligou no canal, elas tão lá.

sábado, junho 5


Se segura que Cazuza vem aí

Não dá pra fugir. Abro o jornal O Globo e várias matérias estão rabiscadas com letras do Cazuza, fazendo propaganda do filme. Saio pro restaurante e o RJTV recebe Reginaldo Faria e Sandra Werneck, ator e diretora de "Cazuza - O tempo não pára". A campanha lavagem-cerebral da Globo já começou. E vai ser tiro pra tudo quanto é lado.

Quem trabalhou na produção e viu o filme (que estréia dia 11 de junho), contou: é chato. Segundo a fonte, Cazuza passa a maior parte do tempo apaixonado por Denise Dumont, interpretada por Débora Falabella. O filme é um be-a-bá óbvio da vida de Cazuza. A parte porra-louca do artista, os ataques de diva, os casos com cantores famosos, sua inquietação e escracho na sociedade que, não por acaso, o ajudaram a escrever suas músicas, são pouco mostrados pelo filme. A única cena de sexo, por exemplo, é um ménage à trois com Débora Falabella e um outro cara que fica bem distante de Cazuza. O filme, por ser baseado no livro "Só as mães são felizes", de Lucinha Araújo, mãe do artista, é o que talvez explique a "censura" feita com essa parte da vida de Cazuza.


Cazuza (Daniel de Oliveira) fumando 1 no Posto 9


Se o filme é ruim? Bom? Não sei. Não vi. Mas segundo Arnaldo Bloch, jornalista do Globo, o que salva é "o clima e o espírito coletivo dos anos 80" e "o extraordinário mimetismo conseguido pelo ator Daniel de Oliveira, que assombra o espectador com a semelhança física, gestual, vocal e expressiva com que encarna a figura inigualável do cantor e compositor, tanto em seu apogeu físico quanto nos estertores do seu tempo". É ver pra crer.

Escritório britânico pra brasileiro ver

Uma diversão garantida é a próxima estréia do canal People and Arts: a minissérie inglesa "The Office'. Ganhadora de vários prêmios no Globo de Ouro, a série de humor conta, com muita franqueza, o dia-a-dia de um escritório e a maluquice de seus funcionários idiotas. Promete! A estréia é nesta segunda, às 22:30. Só espero que seja com legenda.

Vocês assistem Multishow?

Viram o prêmio de música deles? Chatíssimo. Mas não é disso que eu quero falar. E sim de um dos patrocinadores do evento, o Vagisil. Criado por ginecologistas, o creme faz a higiene íntima feminina. É isso mesmo. A propaganda é delicada. Uma mulher que carrega o Vagisil em sua bolsa corre para os braços de seu homem com sorriso nos lábios e sensação de liberdade. Gente, não poder ser assim. Muitas mulheres não vão entender a utilidade do produto. Por isso, fiquei pensando num slogan mais direto pro comercial. Tinha que ser algo do tipo "Xô cheiro de bacalhau. Entupa sua buceta com Vagisil".

quinta-feira, junho 3


terça-feira, junho 1


* Lembra de um “Momento Spam” que coloquei dias atrás? O e-mail contava sobre o golpe dos cartões de celular, no qual um bandido se disfarçava de funcionário de uma operadora para depois, sob ameaças de morte, fazer a vítima comprar diversos cartões pré-pago para ele.

Pois bem. Engraçado, mas verdade. Recebi o e-mail de um paulista - que não vou identificar - que contou ter passado pelo perrengue. Depois de uma busca no Google, ele descobriu o blog, viu que a gente comentava sobre o assunto e disse: “Ligaram para minha mãe dizendo que era da Telefônica e ela passou os meus dados. Minutos depois, ligou o Renato. Disse que era traficante e pediu 50 cartões da Tim e 50 da Claro e ameaçou minha família de morte”, escreveu.

Segundo o paulista, a ligação era do Rio e o suposto traficante era carioca (identificado pelo sotaque). Ele acredita que o golpe talvez tenha ficado manjado no Rio e os malandros estão assustando outras cidades. “Fiz o BO e tirei meu fone da tomada. Pedi também pra trocar o número”, contou.


* Sabe quando, depois de ver “Kill Bill”, você sai do cinema com vontade de ser a Uma Thurman, decepando a cabeça dos outros com a sua espada e gritando “Yaaaa”? Ou então quando, na saída de “Diários de Motocicleta”, sente vontade de beijar um mendigo e levar ele pra casa? Então, esses 15 minutos pós-seção de cinema contagiam mesmo. Fui ver o “O dia depois de amanhã” e saí sentindo mais frio que o normal. Algumas pessoas se agasalhavam durante o filme e tremiam nas poltronas. Tijuro, minina.


- Ai, kieralho

No filme, o puxão de orelhas nos norte-americanos é óbvio (e divertido). “O dia depois de amanhã” faz até um certo terrorismo ao sugerir que se os EUA não assinarem o protocolo de Kyoto, por exemplo, tais acidentes ambientais podem vir a acontecer. Mas não é só de catástrofe que o filme vive. Tem cenas hilárias como a do êxodo para o México, por exemplo. Em outra (totalmente didática), uma senhora descobre na biblioteca para que servem os livros (não vou contar). Vão ver. Levem o agasalho.

* O bairro Peixoto, em Copacabana, vai bombar com as gravações da próxima novela das oito. Na última sexta-feira, Sra. Marília Gabriela e Sra. Dieckman desceram de seus trailers e encontraram multidões de figurantes já posicionados pelo pequeno bairro localizado entre as ruas Santa Clara e Figueiredo de Magalhães. Uma fancha assistente que colava cartazes por pilastras do shopping da Siqueira Campos para divulgar a oportunidade para figurantes me contou que a participação de moradores é super show. “Chama os amigos, cara. Vamu movimenta a parada”. Viu, gente?
"Elas não são loiras" é exibido pelo canal People & Arts nas segundas-feiras e aos sábado, às 22h. Com reprises nas terças-feiras e domingos. Ou seja, ligou no canal, elas tão lá.|W|P|108663001119056995|W|P||W|P|phelipe@gmail.com3:20 PM|W|P|phelipe|W|P|Se segura que Cazuza vem aí

Não dá pra fugir. Abro o jornal O Globo e várias matérias estão rabiscadas com letras do Cazuza, fazendo propaganda do filme. Saio pro restaurante e o RJTV recebe Reginaldo Faria e Sandra Werneck, ator e diretora de "Cazuza - O tempo não pára". A campanha lavagem-cerebral da Globo já começou. E vai ser tiro pra tudo quanto é lado.

Quem trabalhou na produção e viu o filme (que estréia dia 11 de junho), contou: é chato. Segundo a fonte, Cazuza passa a maior parte do tempo apaixonado por Denise Dumont, interpretada por Débora Falabella. O filme é um be-a-bá óbvio da vida de Cazuza. A parte porra-louca do artista, os ataques de diva, os casos com cantores famosos, sua inquietação e escracho na sociedade que, não por acaso, o ajudaram a escrever suas músicas, são pouco mostrados pelo filme. A única cena de sexo, por exemplo, é um ménage à trois com Débora Falabella e um outro cara que fica bem distante de Cazuza. O filme, por ser baseado no livro "Só as mães são felizes", de Lucinha Araújo, mãe do artista, é o que talvez explique a "censura" feita com essa parte da vida de Cazuza.


Cazuza (Daniel de Oliveira) fumando 1 no Posto 9


Se o filme é ruim? Bom? Não sei. Não vi. Mas segundo Arnaldo Bloch, jornalista do Globo, o que salva é "o clima e o espírito coletivo dos anos 80" e "o extraordinário mimetismo conseguido pelo ator Daniel de Oliveira, que assombra o espectador com a semelhança física, gestual, vocal e expressiva com que encarna a figura inigualável do cantor e compositor, tanto em seu apogeu físico quanto nos estertores do seu tempo". É ver pra crer.

Escritório britânico pra brasileiro ver

Uma diversão garantida é a próxima estréia do canal People and Arts: a minissérie inglesa "The Office'. Ganhadora de vários prêmios no Globo de Ouro, a série de humor conta, com muita franqueza, o dia-a-dia de um escritório e a maluquice de seus funcionários idiotas. Promete! A estréia é nesta segunda, às 22:30. Só espero que seja com legenda.

Vocês assistem Multishow?

Viram o prêmio de música deles? Chatíssimo. Mas não é disso que eu quero falar. E sim de um dos patrocinadores do evento, o Vagisil. Criado por ginecologistas, o creme faz a higiene íntima feminina. É isso mesmo. A propaganda é delicada. Uma mulher que carrega o Vagisil em sua bolsa corre para os braços de seu homem com sorriso nos lábios e sensação de liberdade. Gente, não poder ser assim. Muitas mulheres não vão entender a utilidade do produto. Por isso, fiquei pensando num slogan mais direto pro comercial. Tinha que ser algo do tipo "Xô cheiro de bacalhau. Entupa sua buceta com Vagisil".|W|P|108646032421953509|W|P||W|P|phelipe@gmail.com1:46 AM|W|P|phelipe|W|P|Conceição se revoltou. Não agüentava mais fazer dieta.|W|P|108632441496479873|W|P||W|P|phelipe@gmail.com2:06 PM|W|P|phelipe|W|P|* Lembra de um “Momento Spam” que coloquei dias atrás? O e-mail contava sobre o golpe dos cartões de celular, no qual um bandido se disfarçava de funcionário de uma operadora para depois, sob ameaças de morte, fazer a vítima comprar diversos cartões pré-pago para ele.

Pois bem. Engraçado, mas verdade. Recebi o e-mail de um paulista - que não vou identificar - que contou ter passado pelo perrengue. Depois de uma busca no Google, ele descobriu o blog, viu que a gente comentava sobre o assunto e disse: “Ligaram para minha mãe dizendo que era da Telefônica e ela passou os meus dados. Minutos depois, ligou o Renato. Disse que era traficante e pediu 50 cartões da Tim e 50 da Claro e ameaçou minha família de morte”, escreveu.

Segundo o paulista, a ligação era do Rio e o suposto traficante era carioca (identificado pelo sotaque). Ele acredita que o golpe talvez tenha ficado manjado no Rio e os malandros estão assustando outras cidades. “Fiz o BO e tirei meu fone da tomada. Pedi também pra trocar o número”, contou.


* Sabe quando, depois de ver “Kill Bill”, você sai do cinema com vontade de ser a Uma Thurman, decepando a cabeça dos outros com a sua espada e gritando “Yaaaa”? Ou então quando, na saída de “Diários de Motocicleta”, sente vontade de beijar um mendigo e levar ele pra casa? Então, esses 15 minutos pós-seção de cinema contagiam mesmo. Fui ver o “O dia depois de amanhã” e saí sentindo mais frio que o normal. Algumas pessoas se agasalhavam durante o filme e tremiam nas poltronas. Tijuro, minina.


- Ai, kieralho

No filme, o puxão de orelhas nos norte-americanos é óbvio (e divertido). “O dia depois de amanhã” faz até um certo terrorismo ao sugerir que se os EUA não assinarem o protocolo de Kyoto, por exemplo, tais acidentes ambientais podem vir a acontecer. Mas não é só de catástrofe que o filme vive. Tem cenas hilárias como a do êxodo para o México, por exemplo. Em outra (totalmente didática), uma senhora descobre na biblioteca para que servem os livros (não vou contar). Vão ver. Levem o agasalho.

* O bairro Peixoto, em Copacabana, vai bombar com as gravações da próxima novela das oito. Na última sexta-feira, Sra. Marília Gabriela e Sra. Dieckman desceram de seus trailers e encontraram multidões de figurantes já posicionados pelo pequeno bairro localizado entre as ruas Santa Clara e Figueiredo de Magalhães. Uma fancha assistente que colava cartazes por pilastras do shopping da Siqueira Campos para divulgar a oportunidade para figurantes me contou que a participação de moradores é super show. “Chama os amigos, cara. Vamu movimenta a parada”. Viu, gente?|W|P|108611159277385579|W|P||W|P|phelipe@gmail.com-->