Culpem a Bjork. Eu tô ouvindo Dionne Warwick por causa dela. Durante um show com o Brodsky Quartet, a esquimó resolveu cantar "Anyone who had a heart", da tia da Whitney, e ficou muito bom. E também muito engraçado com todos aqueles "erres" da Bjork. Procurei no Kazaa a versão cantada pela Dionne Warwick e me empolguei. Cliquei em "Walk on by", "I´ll never fall in love again", "What the world needs now is love" e mais um monte.
A mulher é a musa das composições do Burt Bacharach. Canta todas. Cafonice de primeira. Romantismo americano do tipo "be sure to wear some flowers in your hair". Supimpa. "Daqui, ó!", diria o seu pai segurando a ponta da orelha.
"Burt, você curte Norah Jones?"
Falando em Dionne Warlock (o demônio), lembra quando ela morou aqui no Rio? Dizem que a mulher era a maior manguaça. Tomava caipirinha pra caralho, ficava de pileque e cantava os garçons. Ok, fofoca idiota. Mas é o que todo mundo diz. Durante a estadia na cidade, lembro dela pagando altos micos. Cantou "I say a little prayer" no programa da Xuxa e fez duetos com José Augusto e Jane Duboc. É engraçado quando esses gringos vêm aqui. Lembra da Mariah Carey que teve que visitar a casa da Xuxa? E na segunda vinda ao país, que teve que escutar a Sandy cantar uma de suas músicas? Triste. Mas nesse dia quem pagou mico não foi só a gringa. No final da apresentação, a irmã do Júnior ganhou um tapinha de leve na cabeça e ouviu um "good girl" da Mariah. Merecido.
Mas o melhor mesmo foi a vinda da Toni Braxton (quem?). Com medo da violência da cidade e do assédio dos fãs, reforçou a segurança com 15 homens que a rodeavam pelo Rio de Janeiro. Inútil. Se tinha duas pessoas querendo alcançar a cantora de "Unbreak my heart" era muito. Bem fez a Madonna que não pôs o pé pra fora do hotel. Já a Miss Kittin foi tão babada que saiu daqui assustada.
Eu tava falando de Dionne Warwick, lembra? Esquece tudo. Não baixa isso não. Depois seus pais vão querer que você toque isso toda hora. Pô, isso gruda:
Anyone who had a heart...