<BODY> philipinas: Novembro 2003

sexta-feira, novembro 28


Nem te conto...

* Neste domingo, a apresentadora Angélica vai completar 30 anos. E o Globo deu pra ela, de presente, a capa do Segundo Caderno. Ela merece, certo? Afinal, a significância de Angélica na televisão brasileira é algo imbatível até hoje. O papel que ela ocupa no entretenimento nacional é de uma importância imensurável. Angélica tem brilho e talento de estrela. E já namorou César Filho, Maurício Mattar. Uma vencedora...

* Esse fim de semana tem bastante estréia legal nos cinemas. Sim, eu quero ver "SWAT". Também fiquei curioso pra ver a comédia romântica “Albergue Espanhol”. Mas o prato principal deve ser o drama francês “Irreversível”. Tá todo mundo apostando: quem tiver estômago pra conseguir passar da pauleira que é o início do filme, ganha.

* No meu horário de almoço: fogo na Caixa Econômica Federal. Enquanto os quatro carros de bombeiro faziam barulho e tumultuavam o trânsito, vagabundos aproveitavam para roubar celular de mãos desatentas. Um deles foi capturado por um pedestre velocista. O outro fugiu pela mesma rua em que eu entrava. Só que, assim como eu, foi parado pela briga de guardas com camelôs. Afinal, não somos vidraça de loja pra levar pedrada, assim, de graça. Pelo visto, o fim de ano no centro da cidade, famoso por suas compras "baratinhas", vai ser um agito só. Cariocas sabem se divertir.

quarta-feira, novembro 26


Filhos da Mara

O pai de Arlindo e Jussara tinha morrido recentemente. Ambos moravam com a mãe, Mara, que teve de trabalhar em tempo integral, inclusive aos fins de semana, para sustentar a família. Jussara, a filha mais velha, era descontrolada. Depois da morte do pai, seus famosos ataques, tornaram-se perfeitamente compreensíveis. Agora, tinha um bom motivo para transar com os namorados do irmão, estourar o limite do cartão de crédito da mãe, ter comas alcoólicos e fazer tatuagens na vagina.

Arlindo não queria saber. Estava sempre gritando com a irmã. Quando a mãe voltava do trabalho, tinha que separar os dois e fazer curativos. Tinha dias que achava que não ia agüentar educar, sozinha, os filhos de vinte e pouco anos. No mês seguinte, tratou de arranjar um namorado. Olavo conseguia dividir os problemas, ajudar nas contas, nas compras e em suas partes íntimas. Ajustou-se facilmente. Era calmo e conseguia ver soluções para os problemas da família com maior clareza.

Num fim de semana, ficou com os filhos enquanto Mara trabalhava. Arlindo dormia e Jussara tomava banho. Ia sair pra night. Pediu 50 reais para Olavo. Não tenho, Jussara...Por que? Onde você vai? Vou sair com os meus amigos, posso?

Quebrou um copo dágua no quarto do irmão enquanto procurava por dinheiro. Arlindo acordou assustado. Perguntou o que ela fazia ali. Nada...Nada. Saiu correndo. Quebrou mais três pratos na cozinha. Desta vez, não procurando dinheiro. Estava com raiva.

Arlindo continuou dormindo. Só foi acordar com uns barulhos estranhos que vinham da sala. Era Jussara que cavalgava, nua, em cima de Olavo. Não acreditou na cena que via. "Chega!". Ligou para a mãe na mesma hora.

Mara chegou tarde demais. Os corpos nus já estavam no chão, furados e ensangüentados. Virou-se para o filho: "eu já disse que não quero você usando a furadeira do seu pai"!

segunda-feira, novembro 24


I don´t want to stay here... i wanna to go back to São Paulo

Voltei de lá cedo demais. Queria ter comido mais pizza e ficado para o Resfest. O festival, que acontece anualmente pelo mundo, vai ter a sua edição 2003 em Sampa, de 2 a 7 de dezembro. Exibição de videoclipes, muita música, documentários, filmes nuncadantes vistos de Spike Jonze, retrospectiva do Michel Gondry e tudo que é novidade sobre criação de mídia digital.

Tudo muito muderno, muito vanguarda, assim como em qualquer outra metrópole, certo? Mas por outro lado, São Paulo mostra a sua cara de grande cidade do interior. A audiência do Gugu e aquela febre de danças árabes, músicas e filmes indianos é um exemplo disso. Assutador!

Sai de lá com uma dúvida: por que a pizza do Rio é tão escrota e cara e a de São Paulo é tão boa e barata? Cariocas, definitivamente, não sabem o que é pizza.

sexta-feira, novembro 21


Mais uma lista

A revista Rolling Stone desta vez lança os 500 melhores discos de todos os tempos. Ninguém cansa destas listas inúteis? Sabe o que seria legal? Alguém fazer uma lista das revistas que mais fazem listas. Acho que a Rolling Stone estaria em primeiro lugar. Mas sabe o que é o mais ridículo disso tudo? Eu, que leio. Se tivesse uma lista de blogs que mais falam sobre listas, ok...chega.

Bom, como tive a paciência para ir lá, digo o que interessa: os Beatles estão em primeiro lugar com o "Sgt. Peppers..." e mais uns trocentos outros discos em outras posições. Descendo a lista, você vê mais uns trocentos de Marvin Gaye, Stevie Wonder, Bowie e por aí vai. Madonna, assim como Prince, tem quatro álbums (Like a Prayer é o mais bem colocado). Bjork tem o "Post" lá na posição quatrocentos e pouco. Mariah Carey, tadinha, não tem nenhum disco na lista. Nem Celine Dion. Nem Britney.

Mas isso não importa. O que eu não entendi até agora é porquê o Bob Dylan é bom. O cara tá na lista em terceiro lugar com "Blonde on Blonde". Não vou apelar pros clichês e falar que ele nem canta direito com aquela voz de bêbado, porque a gente sabe que isso não significa nada quando o assunto é música pop. Tanto que os Los Hermanos fazem sucesso. Mas o Bob Dylan...caralho, a música dele é um cu. Insuportável, folk, cafona. É música pra quem curte fumar vendo o horizonte ou a vagina da própria mãe. Aliás, Britney podia até ligar para o editor da revista e reclamar: "pô, aí, mó sacanagi, tipo assim...se até o Bob Dylan tem disco na lista, por que eu não tenho?"

quinta-feira, novembro 20


Então...

* Michael Jackson sendo preso? Será que vai ter julgamento? Teríamos mais um OJ Simpson vindo aí? Será que dessa vez vai dá pra gente ver? A Sky podia pensar num pacote... sei que reality show é um saco, mas se "The Osbournes" foi hilário... imagina um "The Jackson".

* Falando em Michael, ele vai lançar uma coletânea, no fim do ano, chamada "Number Ones". Peraí, depois de "History", ele lançou mais alguma música? Uma coletânea atrás da outra? Como assim?


"eu sou meiga"


* Por onde eu vou, vem alguém me perguntar se eu vi "Invasões Bárbaras". Pego o Segundo Caderno, tá lá o filme na capa. Vou ler o Zuenir Ventura, lá tá ele falando do filme. Pego o jornal e tá lá o bonequinho do Globo aplaudindo de pé. Qualquer coluna, qualquer blog, qualquer "formador de opinião" AMOU o filme. Eu tenho medo quando é assim.

* Ontem, abro o meu e-mail e vejo que ganhei, do pessoal da Revista Bala, um par de ingressos para assistir "Invasões Bárbaras". Ok, fui lá ver. E sabe, não é ruim. É bom. Mas se eu fosse velho e intelectual, eu ia gostar mais.

* Eu também sou a favor da campanha para abolir o "www" de qualquer URL. O site no-www.org explica melhor.

terça-feira, novembro 18


Na internet, todo mundo é brilhante

Na vida virtual, tudo tem jeito. O que você disse pode ser deletado. Tudo pode ser editado. Limpando o history, então, dá até para apagar um passado negro. Quem nunca deletou um post? Aqui, existe uma segunda chance.

Além de seu reconhecimento pela informação imediata e pela interação, a internet também é criadora de mitos e celebridades. É um meio, assim como a televisão, onde tudo pode parecer o que não é. Só é vista como grande novidade pois é democrática. Aqui, qualquer um pode virar estrela.

O que devemos nos lembrar, por mais óbvio (e loser) que pareça, é que existe alguém idiota como nós por trás daquele blog excelente. Que existe alguém tão inseguro quanto nós por trás daquele site. Que aquele lindo, ou aquela linda do fotolog, já trepou mal contigo várias vezes. Que aquele cara, um sucesso virtual, pode ser um deslumbrado na vida real. A grande pergunta é: se todos podem, por que só alguns conseguem? Não pretendo entrar em discussões sobre sorte ou “esse é o mau da democracia”. Mas já vi muita gente invejosa e uó, que pirou na batatinha quando viu esse "sucesso" dos outros que não conseguiu pra si mesma.

Temos que aproveitar o lado bom disso tudo. A fama de internet é um ótimo meio para desmitificar celebridades em geral. É preciso brincar com elas. Afinal, nada muda. É tudo uma reciclagem do mesmo lixo. Como dizia o Public Enemy: “don’t believe the hype”.

segunda-feira, novembro 17


Matrix na passarela

Não sei se o choque foi grande porque eu não vi o segundo. Mas assistir "Matrix Revolutions", o terceiro (e último) da série-nerd dos irmãos Wachowski, foi doloroso. É impossível não comparar com o primeiro. Este sim tinha o estilo, a riqueza de diálogos, a "limpeza" na imagem e a novidade.

Mas o "Revolutions"...o que é aquilo? Um filme nerd ruim. A impressão que dava era que os diretores tinham dado boa parte do filme para o James Cameron dirigir. E que só foram pegar a câmera de volta quando chegou a cena (ótima) do encontro final de Neo com o agente Smith.

O resultado final não é bom. Matrix Revolutions é um carnaval: de efeitos especiais e melodramas cafonas. Aquelas naves cheias de neon pareciam coisa da Mocidade Independente de Padre Miguel. Depois que peguei a birra com o filme, o carnaval não saiu da minha cabeça. Pude até reconhecer a "Ala das Sentinelas", que acompanhava o carro com maestria. Jada Pinkett Smith, a mulher de Will Smith (totalmente canastrona no filme), seria uma perfeita Valéria Valenssa, destaque do carro "Lá Vamos Nós, Zion" junto com Laurence Fishburne, o Norton Nascimento. O tema "amor", por exemplo, foi tratado com a mesma profundidade de um samba-enredo: bem ralo. No final de tudo, fiquei exausto. Escola de samba demorada e arrastada. Filme longo e chato.

Mas uma coisa eu tenho que reconhecer: eles gastaram dinheiro. No carro principal, Neo e Trinity eram interpretados pelos atores Edson Celulari e Cláudia Raia. Mas por outro lado, economizaram naquela fantasia pobre da Ala "Povo de Zion". O que era aquela blusa de lã furada?

quinta-feira, novembro 13


Bolsa de menina

Tia Cora achou um absurdo. Na sua coluna de hoje, no Segundo Caderno do Globo, ela fala sobre as bolsas Louis Vuitton e a confusão criada pela novela das 8. É o seguinte: O Caderno Ela fez uma matéria, neste sábado, sobre a onda de falsificação de bolsas, carteiras e relógios aqui no Brasil. A reportagem citava como exemplo, Maria Clara Diniz, a diva da novela do Gilberto Braga, que usava uma Vuitton falsificada num capítulo passado. O diretor-geral da marca francesa de bolsas aqui no Brasil foi quem percebeu a falsificação. Mandou no mesmo instante uma original para a Rede Globo.

Cora Rónai, hoje, tenta entender o que é pior: usar uma bolsa cafona falsificada de R$300 ou pagar R$3.500 por uma cafona, só que original. Não entende, e com razão, como alguém pode pagar tão caro, ainda mais no Brasil, por uma simples bolsa (feia). Nessa confusão toda, o que mais me espanta (e encanta) é a Malu Mader. Se fosse qualquer outra personagem, o fato com certeza passaria desapercebido. Maria Clara Diniz é Malu Mader, ora bolas. E elas usavam uma bolsa falsificada.

Cora está assustada. Não deve estar acostumada com a futilidade do mundo da moda. Afinal, com o dinheiro de uma bolsa original da Louis Vuitton dá pra comprar um brinquedinho digital que vai ser muito mais útil e que realmente valeria todo aquele dinheiro.

Pagar uma fortuna por uma bolsa cafona é só um "luxo" para quem tem muita grana e mau gosto. A foto aqui em cima mostra a Vuitton branquinha da Madonna. Feita exclusivamente para ela. Eu vi Malu Mader na Av. Rio Branco procurando por uma dessas.


Acho que o calor é o culpado. Eu explico: normalmente quando vou ao banheiro, aqui no trabalho, a faxineira está limpando. Ela fica sem graça e sai de fininho. Sempre assim. Mas hoje a história foi diferente.

O boy estava lá dentro com ela. Não, eles não estavam trepando. Antes tivessem, porque aí eu tinha uma boa desculpa para sair de lá. A cena era a seguinte: ele, com a blusa levantada, alisava a barriga em frente ao espelho, dizendo “tá mó tanquinho”. Enquanto ela fingia que varria (pois não tirava o olho do garoto cruza de Falabella com macaco).

Entrei em uma das portas e a faxineira disse pra ele: “Tá vendo? Sempre entra gente!”. Continuaram um papo desconexo para preencher o branco (afinal, ela não poderia estar ali com ele), mijei e saí. Lá fora, para minha surpresa, tinha mais um participante: o senhor que serve cafezinho. Negro, deve ter uns 60 anos. Quase não se ouve a voz dele. E o boy, sempre sem-noção, brincava com ele. Pegou o senhor por trás e ficou brincando de meter que nem cachorro. E não foi nada rápido. Parecia uma eternidade enquanto eu lavava as mãos. O senhor não dizia nada. Ficou quieto como sempre, querendo (sem muita força) se livrar do constrangimento.

Eu pensei em voltar pra vomitar, mas a menina tava limpado tudo. Saí do banheiro com cara de interrogação. Agora penso sobre como os animais são livres. Cães, em geral.

EU QUERO TUDO E AGORA



Outkast "Speakerboxx and The Love Below", Underworld "Anthology"
Erykah Badu "Worldwide Underground" e Travis "12 Memories"

terça-feira, novembro 11


* Body Language é o novo cd de Kylie Minogue. E é supimpa! Ela tá fazendo o que eu pensei que a Madonna fosse fazer no ano 2000: uma "volta atual" (hein?) dos anos 80. Sussurros e tecladinhos que lembram Prince tomam conta do disco. "Slow" já é hit e tem um clipe muito legal. Enquanto Kylie se diverte, Madonna cuida dos filhos e medita. Falando em Madonna, o Multishow vai passar hoje à noite o especial da VH1 sobre a cantora: "a mulher que revolucionou o mundo com escândalos sexuais até virar mãe de família, sendo exemplo de bom comportamento". Ah, me chupa.

* Por que toda estagiária é vagabunda? Por que aquela voz de "me come" quando ela fala com o chefe? É esse, mesmo, o jeito mais fácil de agradar? Ou a vagabunda fala assim até com o próprio pai? Essa piranhice gratuita é para cobrir a deficiência que ela tem em fazer coisas simples como escrever, ser pontual e eficiente? Será que uma estagiária-puta se sente mal sabendo que foi contratada só para os homens se divertirem nas horas vagas; para olhar uma bunda gostosa e um bom par de peitos? Ou ela é mais esperta que todo mundo e sabe que trabalho não leva a lugar nenhum e que uma xana molhada pode conseguir muito mais coisa? Tá, você deve estar se perguntando porquê eu me incomodo tanto com o jeito loira do tchan de ser delas. Por quê? Deixa eu ver... porque eu acredito em mulheres bonitas que realmente trabalham. Elas existem, né?

* Eu tenho que contar o dia que tentei entrevistar o Gabeira durante uma conferência de meio ambiente. Perguntei se ele podia me dar duas palavrinhas. Ele disse: "duas palavrinhas". E passou direto.

* Viram a Luana 'maconheira´ Piovani na Hebe? Já reparou que todo mundo que se envolve em algum tipo de escândalo vai na Hebe ganhar o coração da opinião pública? O Gugu foi o último a chorar. Agora é a Luana. Que gracinha!

* Ah, conhecem o blog do pelezinho? Muito engraçado.

segunda-feira, novembro 10



Peraí, Multishow! Qual o nome da cantora mesmo?

domingo, novembro 9


Afrânio adorava dançar

Ia pra boates gays e arrasava. Uma roda se abria quando o garoto do Méier começava a se mexer. A maioria ficava com medo de levar cotoveladas e preferia se afastar. A empolgação do garoto era grande. Em casa, tinha um pai ignorante. E uma mãe que obedecia, quieta, aos gritos do marido. Quando Afrânio saía para a night, "era para jogar tudo aquilo pro alto" - assim gritou no ouvido de um loiro que acabara de conhecer. Flávio, que adorava vê-lo dançar, retrucou no ouvido do dançarino: "Eu venho de Porto Alegre. Aquela cidade é muito pequena pra mim. Vim morar com a minha tia aqui no Rio, em Jacarepaguá. Aqui a gente pode ser a gente".

Mais tarde, comemoravam dois meses de namoro em um concurso de dança que Afrânio participava em Niterói. Tirava sempre o primeiro lugar. Ganhou dinheiro se apresentando em programas de tevê como o "Criança Esperança". Puderam morar juntos. Dividiram um apartamento em Copacabana. "É pequeno, mas como é só pra nós dois, tá ótimo", disse Afrânio para si mesmo em frente ao espelho. Naquela noite, ia se apresentar em uma "conferência mundial de não sei o quê, no Copacabana Palace", disse para Flávio. "Com esse dinheiro, a gente pode comprar os ventiladores de teto na Casa&Vídeo".

Larry quando viu, ficou maravilhado. O sorriso de Afrânio enquanto dançava era algo que não existia na Áustria. Não conhecia a felicidade gratuita daquele sorriso. Nem um corpo moreno e musculoso daqueles. Tinha se apaixonado. Precisava falar com Afrânio. O dançarino, sempre educado, arranhou um inglês mal aprendido em cursinho e foi sincero com o gringo. Tinha namorado e não podia aceitar o convite para jantar.

Voltou para casa. Flávio assistia Hebe e concordava com algumas colocações da apresentadora. Alertou Afrânio que não tinha mais roupa limpa e que era a vez dele lavar a louça. Naquela noite, o dançarino não conseguiu dormir. Ficou pensando no convite de Larry.

Amanhã era o último dia de trabalho no hotel. E último dia da Conferência. Desta vez, conseguiu levar Flávio. Tinha comida e bebida liberada. Claro, Larry estava lá. E conversou com os dois a noite toda. Enquanto tocava a versão orquestrada de "Aquarela Brasileira", aproveitou para reforçar o convite no ouvido de Afrânio. Só que desta vez, pediu para que fosse morar na Áustria com ele.

O dançarino não soube o que dizer. Correu para o banheiro. Chorou. Jogou água no rosto. Estava nervoso. Flávio foi atrás. Quis saber o que tinha acontecido. Afrânio contou tudo, aos prantos. Flávio não acreditou. Quebrou um espelho e saiu correndo atrás do gringo. Jogou Larry num canto escuro do hotel, ajoelhou, tirou a calça do gringo e chupou seu pau até que ele gozasse. Levantou-se, limpou a boca e disse: "quer levar o Afrânio mesmo? Você tem certeza?"

terça-feira, novembro 4


Eu tenho duas notícias

A primeira é boa e a segunda é ruim. É o seguinte: o Outkast lançou um disco duplo chamado "Speakerboxxx/The Love Below". Eu tinha lido alguma coisa sobre esse novo disco deles e só lembro que foi muito elogiado. Normalmente não gosto dessas comoções de jornalistas (sabe que eles são todos empolgadinhos, né?). Então só fui ouvir algumas faixas agora. E olha...tô indo comprar. É daqueles discos que têm que ter. Não vou falar os porquês, nem comentar muito sobre o álbum. Isso que eu ouço, meu amigo, é trabalho de gente que faz música. Outkast é tão legal quanto Sly and the Family Stone, tão bom quanto um funk deve ser, tão inspirador quanto um nariz pode ser. É hip hop que nunca vai tocar em carro de playboy da barra. Compre já!



A família gosta!


Ass. empolgadinho

Ah, tava me esquecendo da notícia ruim. A Bjork lançou mais um DVD. Sério. Dá uma olhada lá no bjork.com e compartilhe esse sentimento ruim comigo. Alguém tem que colocar um limite nela. Alguém tem que sacudir aquela esquimó com força. A mulher tá descontrolada. Totalmente sem noção. Tem que parar com as pegações nos banheiros, com singles, boxes comemorativos, DVDs, CDs, shows...assim não dá pra acompanhar. Não vejo a hora dela arranjar um Guy Ritchie.

segunda-feira, novembro 3


Blog é escrever na parede. Fotolog é ter uma cortiça.
Um confessa e o outro é escapista.
(vocês não entendem de rima)

domingo, novembro 2


As noites de Tim Festival

Oi! Tô de volta! Tava ontem, mais uma vez, lá no MAM. O espaço que abrigou o festival de música também era palco de playboys bêbados e pessoas que pensavam que Peaches era aquela que cantava "O importante é ser você, mesmo que seja estranho, seja você, mesmo que seja bizarro...". Bom, a canadense Peaches pode até não cantar a música da brasileira Pity, mas que é bizarra, é. O show ontem foi de fuder. A mulher é muito maluca, muito animada, faz um eletro divertido, tira roupa, veste maiô cafona, lambe o seu suvaco cabeludo (e pede pra que façamos o mesmo) e cospe "sangue" na platéia. Cantou ao vivo, em cima de um palquinho, sobre um batidão pré-gravado. A maioria das músicas foram do último disco, o "FatherFucker". O melhor momento do show? O dueto com Iggy Pop (que apareceu pelo telão) e o bis com o hit "Fuck the pain away", que trouxe duas meninas da platéia para o palco. A cantora viu que as duas sabiam a letra e não resistiu. Chamou as duas e fez com que a gente presenciasse o momento mais tosco do festival: cantando em embromation, as duas, que se esfregavam na cantora, no final, fizeram questão de lascar um beijo (de língua) na boca de Peaches. O povo gritava. Acho que era de medo.

Depois da Peaches, o DJ Marlboro trouxe a Tati Quebra Barraco. Mas não vi. Minha curiosidade não era tanta ao ponto de ficar lá depois de 7 horas da manhã.

O show de quinta-feira com a Beth Gibbons e a kd Lang ainda está na memória. A primeira, mais contida, economizando sua voz enorme, fez um show maravilhoso. Perfeito para o que vinha depois. A canadense (mais uma) kd Lang, cantou todos os seus hits. Abriu o show com "Don´t smoke in bed", que fez com que essa pessoa que vos fala, arrepiasse até os cabelos do cu. Me dá licença, mas kd Lang é perfeita. Fez todo mundo levantar da mesa e desistir do carão. Foi simpática, rebolou e arriscou saltitos de bailarina durante algumas músicas. No meio do show, eu resolvo virar e Beth Gibbons está toda sorridente atrás da gente. Lembro que no final do seu show, ela chegou a se desculpar por ser tão tímida e que a próxima atração ia atender melhor às nossas expectativas. Até a Bete paga pau pra Kadê.

A Cristina, uma amiga minha que conseguiu uma credencial de imprensa, entrava e saía em qualquer show. Não, ela nem é jornalista. É médica. Quando alguém perguntava para qual veículo ela tava cobrindo a festa, ela dizia "balada planet.com.br". Assim, na maior cara de pau.

Eu ainda preciso dormir mais um pouco.