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segunda-feira, abril 7


Richard "Echoboy" Warren

Quando se fala em Echoboy sempre tem aquela mesma história de que Noel Gallagher queria que o cara fizesse parte do Oasis. Ainda bem que nada aconteceu. Mas é fácil saber o porquê do fascínio de Noel. O som de Richard Warren (ele mesmo, o echoboy) é bom bagarai. Sem medo de composições pop do tipo "verso-refrão-verso" e sem medo de música de vanguarda, Echoboy acaba fundindo ambos e fazendo música eletrônica de qualidade. Experimenta sonoridades novas, abusa de vocais e entra em transe completo em faixas como "Broken hearts", do seu primeiro disco "Volume 1". Richard Warren já está no seu terceiro disco chamado "Giraffe". E vem bom como sempre. Com bons contatos, você já consegue pegar as faixas no soulseek e ficar maluco que nem eu nos primeiros 20 minutos do disco. A faixa "Automatic eyes" beira a perfeição. E "Don´t destroy me" é electroclash de prima. O álbum é com certeza o mais pop do cara. Mas no final acaba perdendo o rumo. Não tem problema, certo? Você não vai comprar o disco mesmo. E só ficar com as melhores faixas e deletar o resto. Essa é a maravilha do mp3.

Faixas como "Model 352", "Walking" e "Crocodile Milk" do primeiro disco (Volume 1) dão uma noção do eletrônico de Echoboy. Já o disco seguinte (Volume 2) vem menos barulhento, mas com mais força. Músicas como "Kelly´s Truck" mostram o tom menos experimental e mais pop do trabalho. Alguns chamam o som dele de "techno experimental" ou "techno progressivo". Etiquetar um som diferente que traz novos ares pra música moderna é gozado. Pode acabar com a carreira do cara. Música experimental foi a maior sacanagem que eu já ouvi pra se classificar um disco. Se você está experimentando, não significa que vai comprar, certo? Quando se fala em experimento, é algo que ainda não está pronto. Que está em teste. E o som de Echoboy tá longe disso. É música pop. Só que original. O site é um exemplo disso.