<BODY> philipinas: Abril 2003

quarta-feira, abril 30


O nome do programa é Saia Justa, justíssima.

Recentemente a escritora Fernanda Young vem dando o que falar. Ganhou até matéria no Segundo Caderno. Após dizer no programa "Saia Justa" que tá cagando pro sorriso dos velhinhos e que a maioria que deles só está vivo porque tem mau-caráter, ela vem sendo esculhambada por todos os lados.


O que eu não entendo é porquê as pessoas ainda se espantam com a Fernanda Young. Já não perceberam que é só uma criança que adora atenção? A Marisa Orth quando fala no programa que ama o sorriso de uma criança e de um velhinho, também dá vontade de mandar ela calar a boca. Existe coisa mais piegas que falar isso? Existe coisa mais clichê, mais propaganda de banco que o sorriso de uma criança? Entendo perfeitamente a vontade da Fernanda Young em esculhambar aquilo que tinha acabado de ouvir. A menina não consegue se encaixar. Muito menos ser piegas. O que sai da boca dela é lúdico, é ralo, é pop. Não dá pra levar a sério. É realmente um novo tipo de humor hardcore que o Brasil que dá esmola pra mendigo e sai do lugar pra velhinho sentar não está acostumado. Tanto que agora, Fernanda Young está sendo crucificada pela opinião pública. Aí você diz: "Ah, mas quem fala o que quer, ouve o que não quer". Mas não é bem esse o caso. Quem fala o que quer aqui no Brasil, vai sofrer muito por isso. Não sou nenhum fã da agora "coitada" Fernanda. E nem me espantou muito o que ela disse. O que me espantou mesmo foi o fato dela não ter podido falar. Será que a ovelha negra é mesmo a Rita Lee?

segunda-feira, abril 28



Tá lançada a campanha Free Rosario!

Ele tira é onda

Fernanda Abreu deve estar com cara de paisagem. A nova música do Marcelo D2 tem o som que ela sempre sonhou em fazer, mas nunca teve a chance pois estava ocupada sendo uma mulher da zona sul carioca, trancada dentro do carro e levando as crianças pra escola. Enquanto isso, o maluco do Planet Hemp ia beber na night da Lapa. A mistura de ritmos e pessoas do bairro é a praia predileta do Marcelo D2 e point da maioria da cariocada que curte um samba, um forró, uma safadeza e uma cerveja na esquina. O rap do Rio, graças ao Marcelo D2, tem uma cara nova e bem tratada. Desde o seu primeiro disco "Eu tiro é onda", o cara vem fazendo um som bem cuidado com a sua mistura de samba com hip hop.

Com toda a pretensão necessária, agora é a vez do segundo álbum "À procura da batida perfeita", produzido por Mario Caldato Jr. Não sei se ele conseguiu achar, mas pelo que ouvi no rádio, o primeiro single está bem perto. Melodia, letra e mistura de hip hop com samba que funcionam. Impossível não batucar. A música seria mais agradável se cantada por um negão ou uma negona, ao invés da vozinha chata de manobrista do Marcelo D2, mas aí eu estaria pedindo pra que ele deixasse de ser um carioca marrento. Não, é melhor ele continuar manobrando. E arranjando boas vagas pra Fernanda Abreu.

domingo, abril 27


Sabe quando você está navegando pela internet ou batendo papo com os seus amigos e deixa o winamp ligado? E de repente sente que a música que está tocando faz a trilha sonora perfeita para o seu atual momento de espírito? E que tudo aquilo que a letra diz, faz sentido e é tudo o que você precisava ouvir naquela hora? Eu passei por isso agora. A banda, que antes era adorada, agora é amada. Esse é o grande valor da música. Quando ela diz direto para o seu coração. Como eu gosto do n* sync.


sexta-feira, abril 25


O Garotinho tá sabendo? Seqüestraram o túnel.
Eu não sei onde isso vai parar. Quem é o próximo? O Cristo?


A Folha mudou, o Estadão também. Por que eu não posso?

quinta-feira, abril 24


O post cresceu...

* Imagine Celine Dion voando, num espetáculo com muita luz, músicas apoteóticas, muita emoção, ballet, fumaças, ilusionismo. Tudo feito em Las Vegas, com um orçamento ultrapassando os 150 milhões de dólares, no melhor estilo Cirque du Soleil. Tá com medo? Eu também. Li no Maga.Zine.


* Vai passar o especial na nossa MTV no dia 02 de maio, às 22 horas. Mas lá na americana, Madonna já cantou "American Life", "Hollywood", "Nothing Fails" e "Like a prayer"! Quem viu, continuou vivo.

* Pense bem. Você tem uma boate e não quer muita briga e confusão por lá. E pra administrar a segurança da mesma, você precisa de alguém competente, que saiba reconhecer todos os problemas do local e agir corretamente, para que na hora da confusão, não venha colocando a culpa nos faxineiros ou na banda que tava tocando no momento. Sem pensar duas vezes, eu chamaria o Garotinho. Pena que ele está fazendo a segurançado do estado do Rio.

* Bob Sinclair lança o número III. Tá uma maravilha. Traz muitas influências de um cara chamado Bob Sinclair dos anos 90.

* E-mail que eu recebi: "Phelipe, tem como me dizer como que eu faço para tirar os erros do meu computador? Quando eu abro algum programa, ele me dá uma mensagem esquisita e fecha tudo que tá aberto. E na hora ddesligar tudo ele também dá a mesma mensagem só de um escrito diferente. Me ajuda? Mil beijos. C.J." Ah tá...vou fazer o seguinte...vou reler o seu e-mail com muita atenção e tentar entender. Quando eu conseguir, procuro o telefone de um técnico e tento explicar tudinho pra ele. Depois, passo aí na sua casa, pego o computador e levo pra ele consertar. O cara me liga, eu pego de novo o computador e te entrego. Afinal, eu tô aqui pra isso, certo?

* E aí? Vamos?

terça-feira, abril 22


O Mauro Rasi era legal. Suas tias vão ser inesquecíveis. Uma pena ter morrido. Escrevia coisas divertidas. Quando soube da notícia, me lembrei desse conto que escrevi há um tempo. Então tirei do inter:urbanos pra colocar aqui. A brincadeira que faço no final com o dramaturgo é a mesma que faço com as gordas. Sim, normalmente só brinco com aquilo que tenho alguma consideração:


Do Grajaú ao Leblon

Oswaldo se achava melhor que todo mundo. Em casa, respondia as perguntas da mãe e da tia com certos risos e deboches. Todos da família respeitavam o menino prodígio. O ego do garoto era do tamanho de sua inteligência. Tinha 24 anos e falava no telefone com os amigos, coisas que para o ouvido de sua mãe, eram latim. Dona Alzira não entendia nada, mas respeitava os telefonemas. Pagava as contas de 800 reais com orgulho.

Oswaldo era escritor precoce. Tinha três livros publicados e recebeu excelentes críticas. Morava no Grajaú com a mãe, a avó e a tia. Era o único homem da família. Seu pai tinha morrido na hora do parto. Isso mesmo. Ficou nervoso e teve uma parada cardíaca ao ver a mulher parir seu primeiro e único filho. Oswaldo carregava essa culpa nos ombros. Tinha que ser o melhor e mais honesto homem.

A família se muda para o Leblon. Oswaldo agora tinha uma grana boa. Seu livro tinha rodado países. Alugaram um apartamento de três quartos. Os telefonemas triplicaram! Mas não eram mais de amigos. Recebia ligações de editores, atores, Luana Piovani...

Oswaldo tinha mudado. Só ficava na internet. Não dava mais ouvidos para sua mãe. Entrava em casa de manhã, ficava no computador e de noite, saía novamente. Trazia homens e mulheres pra casa e ficava horas trancado no quarto. Seu último livro foi um fracasso. Não vendeu nada. Demorou mais de três anos para ser escrito e ainda recebeu resenhas debochadas. Sua mãe achava que o filho precisava de um descanso, de uma namorada. Decide comprar uma passagem para a Itália e ele viaja.

Dois meses depois, Oswaldo volta de Roma pior ainda. Cabelo comprido, barba pra fazer, olheiras e mau hálito. Tinha cansado dessa história toda de fama e sucesso. Queria voltar a ser o garoto metido do Grajaú com sonhos mirabolantes. Ia chegar em casa e propor para Dona Alzira voltar para o Grajaú. Sua mãe ao ouvir a idéia, exclamou:
- Vai você! Eu vou ficar aqui no Leblon.
- Como é que é?
- Eu não saio daqui, você tá maluco? Eu ando na praia todo dia e já to quase amiga da Paula Lavigne.

A campainha toca. O escritor abre a porta e dá de cara com Mauro Rasi, que trazia o chá da tarde pra tomar com as tias da casa. Oswaldo pula do décimo andar.

quinta-feira, abril 17


quarta-feira, abril 16


Deite os cabelos

O site da MTV americana tá com um novo projeto chamado The Leak, que tá trazendo todas as faixas do novo CD da Madonna "American Life" com uma semana de antecedência. Além de poder ouvir todas as músicas, o site da emissora traz um remix inédito de Paul Oakenfold para "American Life". Ouça "Mother and Father", "I´m so stupid" e "Nobody knows me", as mais legais do disco. Agora a gente finge que já não tem todas as músicas em mp3 vai lá conferir os streamings. Bom, pelo menos o site tá bem feito e as músicas estão em boa qualidade. E sempre que Madonna, medrosa ao pensar que você pode pegar a música, disser " What the fuck do you think you´re doing?", lembre-se que já tem esse site(tiraram do ar) com todos os downloads e manda um "fuck off" pra ela. O único problema é conseguir pegar. Mas agora que eu já consegui, eu sossego. Prometo que não falo mais em Madonna pelos próximos dois dias.

* Mais informações lá com os meninos do Madonna Online que tão conseguindo tudo.

segunda-feira, abril 14


Você é do amarelo ou do vermelho?

the B-52´s Wild Planet

Eu era pirralho quando essa onda new wave tomou conta do mundo, mas podia ouvir meus primos animando as festas com estes dois discos. Pude ver também as minhas primas felizes, fazendo dancinhas com os seus cabelos repicados e saiões. O som já me agradava desde então. As vozes afinadas de Kate Pierson e Cindy Wilson junto com o cantar falado de Fred Schneider fazem o som do B-52´s. A banda é como uma festa adolescente com decoração sci-fi, ponche e meninas com penteados esquisitos. O disco amarelo (B-52´s), o primeiro da banda, traz hits como "Planet Claire" e "Rock Lobster". O vermelho (Wild Planet) é o mais festeiro. Leva pras pistas as "delícias" "Party of bounds" e "Private Idaho". Fica difícil achar um predileto. Mas na época existia essa divisão. São dois discos da mesma banda que trazem climas diferentes e que diriam sobre a personalidade de quem preferisse um ou outro. O amarelo é original, mais louco, mais rock. O vermelho é mais hedonista, mais rápido, mais justo e mais dançante. E agora? Quem vai dormir depois dessa? Se você não conhece muita coisa, sugiro que compre o Greatest Hits, que você ainda ganha "Love Shack" de brinde. Até o Iraque conhece o B-52. Só falta você (ok, não precisava dessa piada)!

i can decide what i give
but it's not up to me
what i get given


    unthinkable surprises
    about to happen
    but what they are


it's not up to you

Bjork:Vespertine

quarta-feira, abril 9




Show ao vivo do CD "Who is Jill Scott?" que lançou a cantora como umas das melhores revelações do r&b. Duplo. Mais de duas horas de música com uma negona de voz macia, pesada, fazendo soul de qualidade com discurso diferente, inteligente e grooves delirantes. E sabe quanto, na Saraiva? R$ 12,90. Tô com ele aqui agora. Aproveita que ninguém sabe quem é Jill Scott e pega logo o seu: Experience: Jill Scott 826+

segunda-feira, abril 7


Richard "Echoboy" Warren

Quando se fala em Echoboy sempre tem aquela mesma história de que Noel Gallagher queria que o cara fizesse parte do Oasis. Ainda bem que nada aconteceu. Mas é fácil saber o porquê do fascínio de Noel. O som de Richard Warren (ele mesmo, o echoboy) é bom bagarai. Sem medo de composições pop do tipo "verso-refrão-verso" e sem medo de música de vanguarda, Echoboy acaba fundindo ambos e fazendo música eletrônica de qualidade. Experimenta sonoridades novas, abusa de vocais e entra em transe completo em faixas como "Broken hearts", do seu primeiro disco "Volume 1". Richard Warren já está no seu terceiro disco chamado "Giraffe". E vem bom como sempre. Com bons contatos, você já consegue pegar as faixas no soulseek e ficar maluco que nem eu nos primeiros 20 minutos do disco. A faixa "Automatic eyes" beira a perfeição. E "Don´t destroy me" é electroclash de prima. O álbum é com certeza o mais pop do cara. Mas no final acaba perdendo o rumo. Não tem problema, certo? Você não vai comprar o disco mesmo. E só ficar com as melhores faixas e deletar o resto. Essa é a maravilha do mp3.

Faixas como "Model 352", "Walking" e "Crocodile Milk" do primeiro disco (Volume 1) dão uma noção do eletrônico de Echoboy. Já o disco seguinte (Volume 2) vem menos barulhento, mas com mais força. Músicas como "Kelly´s Truck" mostram o tom menos experimental e mais pop do trabalho. Alguns chamam o som dele de "techno experimental" ou "techno progressivo". Etiquetar um som diferente que traz novos ares pra música moderna é gozado. Pode acabar com a carreira do cara. Música experimental foi a maior sacanagem que eu já ouvi pra se classificar um disco. Se você está experimentando, não significa que vai comprar, certo? Quando se fala em experimento, é algo que ainda não está pronto. Que está em teste. E o som de Echoboy tá longe disso. É música pop. Só que original. O site é um exemplo disso.

domingo, abril 6


Black playlist: Missy Elliot, Ms Dynamite, Lauryn Hill, Erykah Badu, Mary J Blige, Maxwell, D´Angelo, Wyclef, Roberta Flack, Aretha Franklin, Chaka Khan, Dinah Washigton, Ella Fitzgerald, Stevie Wonder, Mos Def, Dr Dre, Prince, Curtis Mayfield, George Clinton, Michael Jackson, LL Cool J, Macy Gray, Neneh Cherry, Nina Simone, Common, Jay-Z, Lil´Kim, Supremes, TLC, Busta Rhymes, James Brown, Sly & the Family Stone, Kool and the Gang, Janet Jackson, Salt n´Pepa, En Vogue, Marvin Gaye, Ray Charles, Isaac Hayes e Alcione.

Momento dono do blog:


Oi, vocês vêm sempre aqui?

sexta-feira, abril 4


Sabe o que eu adoro?

A Pryska tá sempre por láAndar em frente a Help de madrugada. Não tem coisa mais legal que aquele trecho da Av. Atlântica. O encontro, a festa de niggas e bitches é fantástica. O clima podre e a agitação carregam minhas energias. Fico por ali e acabo no Bob´s pra tomar milk-shake. E enquanto espanto os pombos (também conhecidos como vagabundos de rua), fico olhando a pegação. Não falo isso como um esnobe que adora as mazelas da sociedade e debruça em cima do fato para analisar. Não. Nem sou um Fausto Fawcett fascinado por Katias Flávias (às vezes, ele está por ali também). Não saberia explicar, mas naquele pedaço não tem hipocrisia. Ninguém ali quer ser outra pessoa, nem esconde o que quer. Todo mundo tem um objetivo. Seja se drogar, trepar ou se divertir. Fiquei sabendo que a nova onda da galera que ficou carente das noites alternativas da Bunker (que está pra fechar) é entrar na Help. Quem já foi na boate, admite: é staile, cheia de gringos, putas de paetê, pilastras gigantes de espelho, muito espaço e muito mau gosto. Um prato cheio pra Copacabana, o purgatório da beleza e do caos. Leve sua família.

quinta-feira, abril 3


"...Don't let me hear you say life's taking you nowhere, angel
Come get up my baby
Look at that sky, life's begun
Nights are warm and the days are young
Come get up my baby
There's my baby, lost that's all
Once I'm begging you save her little soul
Golden years, gold (whop whop whop)
Come get up my baby
Last night they loved you, opening doors and pulling some strings, angel
Come get up my baby
In walked luck and you looked in time
Never look back, walk tall, act fine
Come get up my baby
I'll stick with you baby for a thousand years
Nothing's gonna touch you in these golden years, gold
Golden years, gold (whop whop whop)
Come get up my baby
Some of these days, and it won't be long
Gonna drive back down where you once belonged
In the back of a dream car twenty foot long
Don't cry my sweet, don't break my heart
Doing all right, but you gotta get smart
Wish upon, wish upon, day upon day, I believe oh lord
I believe all the way..."


"Golden Years", David Bowie

quarta-feira, abril 2


terça-feira, abril 1


Até sua tia vai querer ver

O tal clipe de "American Life" com direito a desfile de moda com fardas, imagens de bombardeios e granada na mão de Bush ser censurado pela própria Madonna parece ser jogada de mestre. Seria mais um momento de auto-promoção? Ou a cantora está realmente preocupada com a repercussão do vídeo? Madonna e o diretor Jonas Akerlund (o mesmo de Ray of Light) chegaram a voltar para a sala de edição e cortar algumas cenas em que modelos carregavam pedaços de perna e crianças apareciam como vítimas da guerra. A preocupação com a boa mensagem e a boa vibração da nova Madonna-yoga-luz-paz-e-energia deve ser séria mesmo. Algo similar ao que acontece com "American Life" também ocorreu com o vídeo de "Justify my love". Só que, este, censurado pela MTV americana. A notícia correu o mundo. Todo mundo quis ver o vídeo.

A maior novidade é o fato de Madonna refletir e voltar atrás. A cantora que no final de "Human Nature" diz "absolutely no regrets" não existe mais. A Madonna de hoje se arrepende. O ego anda menor. Pensei que a notícia fosse brincadeira de primeiro de abril, mas o negócio é sério. Aliás, negócio lucrável. Madonna ganha os jornais, a música ganha mais atenção e o clipe recebe o dobro da atenção. A cantora explica: "Por respeito ao mundo e às forças armadas - que eu apoio e por quem rezo - não vou me arriscar a ofender mais pessoas, que irão interpretar o vídeo de forma errada".

* Quer o vídeo? Aqui! Rápido, antes que me prendam.