<BODY> philipinas

quarta-feira, fevereiro 26


Pô, eu malho

Parece ser a nova profissão. E não estou falando de personal trainers ou de professores de educação física. E sim dos que se matriculam em academias. O que tem de gente investindo na construção de um corpo sarado é assustador. Entendo perfeitamente o culto ao corpo aqui no Rio e seria clichê demais falar mal disso, mas o problema não é esse. Tem vagabundo que adotou o "malhar" como profissão. De butuca numa conversa da minha irmã que se encontrou com um destes, no shopping, pude ouvir pérolas da vida sarada carioca. Fofoca vai e fofoca vem, ela pergunta. E a faculdade? Larguei. Jura? Pois é. Continua lá no escritório? Não, saí. Tá fazendo o quê? Tô malhando. Ah tá!

Eu ri. Pensei que o cara tava de sacanagem. Depois que percebi que era sério, engoli o sorriso e fiquei com cara de babaca olhando pros dois. Veja bem. Uma pessoa que não faz nada da vida, mas malha e vai à praia, não é vagabundo, entende? Não ria. É sério. Respeite essas escolhas. É como entrar para uma faculdade, fazer cursos, estágios e estudar. Assim você estaria investindo na sua carreira profissional. Na academia, é a mesma coisa. Mas é investimento para poder namorar (ou fuder) pessoas de capas de revistas (o ideal é esse...não tô dizendo que alguém consegue isso). Conheço caras que trabalham o dia inteiro (ops, malham). Pensando melhor, qual o motivo de tanto preconceito? Por que o exterior não é tão importante quanto o interior? Malhar é um trabalho como outro qualquer. É até mais trabalhoso. Só que você não recebe. Paga.

Sai desse trabalho. Joga tudo pra cima, pega uns pesos, compra uma malha, pensa no seu abdômen. Vai ter todo um mundo pra te abraçar.