<BODY> philipinas: Fevereiro 2003

quarta-feira, fevereiro 26


Pô, eu malho

Parece ser a nova profissão. E não estou falando de personal trainers ou de professores de educação física. E sim dos que se matriculam em academias. O que tem de gente investindo na construção de um corpo sarado é assustador. Entendo perfeitamente o culto ao corpo aqui no Rio e seria clichê demais falar mal disso, mas o problema não é esse. Tem vagabundo que adotou o "malhar" como profissão. De butuca numa conversa da minha irmã que se encontrou com um destes, no shopping, pude ouvir pérolas da vida sarada carioca. Fofoca vai e fofoca vem, ela pergunta. E a faculdade? Larguei. Jura? Pois é. Continua lá no escritório? Não, saí. Tá fazendo o quê? Tô malhando. Ah tá!

Eu ri. Pensei que o cara tava de sacanagem. Depois que percebi que era sério, engoli o sorriso e fiquei com cara de babaca olhando pros dois. Veja bem. Uma pessoa que não faz nada da vida, mas malha e vai à praia, não é vagabundo, entende? Não ria. É sério. Respeite essas escolhas. É como entrar para uma faculdade, fazer cursos, estágios e estudar. Assim você estaria investindo na sua carreira profissional. Na academia, é a mesma coisa. Mas é investimento para poder namorar (ou fuder) pessoas de capas de revistas (o ideal é esse...não tô dizendo que alguém consegue isso). Conheço caras que trabalham o dia inteiro (ops, malham). Pensando melhor, qual o motivo de tanto preconceito? Por que o exterior não é tão importante quanto o interior? Malhar é um trabalho como outro qualquer. É até mais trabalhoso. Só que você não recebe. Paga.

Sai desse trabalho. Joga tudo pra cima, pega uns pesos, compra uma malha, pensa no seu abdômen. Vai ter todo um mundo pra te abraçar.

segunda-feira, fevereiro 24


O que a Cyndi Lauper fazia lá?

Falar sobre o Grammy é tão clichê quanto a própria premiação da música. Missy Elliot como melhor cantora de rap, Sheryl Crow de rock, Eminem de rap e os velhos que eles tanto adoram (lê-se Bruce Springsteen). A pergunta que fica é: quem não ganhou um prêmio? Tem categoria até para melhor disco de blues feito por pedreiros do norte da África, melhor composição não-instrumental infantil latina, melhor folk-song escrita por uma dupla ou um grupo para filme ou televisão do Uruguai e por aí vai... Norah Jones é a bola da vez (literalmente). Não vejo nada demais na garotinha gordinha tímida ao piano. Levou cinco prêmios por que canta direito. Mas não arrisca muito. A cara é nova, mas faz música pra velho. Portanto, a cara do Grammy. E tem outras iguais à ela por aí. Parece que Tori Amos andou parindo várias. Norah Jones aparece premiada e celebrada assim como apareceu Alicia Keys e Paula Cole. E desta última, já não se ouve mais nada. A única hora que eu despertei, vendo a festa, foi quando apareceu a rainha do soul. E como diria a propaganda irritante com o Edson Celulari: Aretha Franklin me lembraaaa....Aretha Franklin me lembra bombom, Aretha Franklin me lembra conforto, Aretha Franklin me lembra sofá, Aretha Franklin me lembra Kopenhagen...

sexta-feira, fevereiro 21


Eu tenho um monte de trabalho pra fazer, mas não quero fazer. Aqui onde eu fico, é calor. Agora eu entendo perfeitamente os pobres que assaltam por causa de um tênis nike. Se você convive com quem tem vários deles (e isso é tomado como valor), mas não há meios de você conseguir ser uma pessoa com nike no pé, você tem duas saídas: ou desiste, ou toma.
Vou trazer um revólver amanhã.

quarta-feira, fevereiro 19


Didi

Tem mais peito que a Diana, pelo menosUma possível substituta para Ella Fitzgerald é o que diz a maioria dos críticos especializados em jazz. É bem babaca a comparação. Quando Erykah Badu surgiu, jogaram a Billie Holiday como referência. E com Lauryn Hill, o que mais teve foi "Stevie Wonder" de saias. Eu falo isso como se Dee Dee Bridgewater tivesse aparecido agora. Não é verdade. Tá por aí há bem mais tempo. O "por aí" pode parecer escroto, mas ela assim foi "jogada" depois do surgimento da loira-má. Não o Falabella, mas Diana Krall. Ultimamente, o alvo de Dee Dee tem sido a cantora talentosa de repertório óbvio, Diana Krall. Juntou-se com outras "renegadas" e disse que as gravadoras e o mundo do jazz tinham predileção e davam mais atenção (financeira) para a gata lôra de boca torta e voz de macho. Mas esta vendia mais mesmo. Dee Dee chegou a dizer que Diana era só uma cantora meia-boca que tocava piano. Bom, realmente é mais vendável para as Lojas Americanas da vida e até mais bonito pendurar um pôster da Diana Krall e deixar a Dee Dee Bridgewater escondida no estoque. Beleza vende. Mas se comparada com Dee Dee Bridgwater ou Cassandra Wilson, Diana Krall fica pequena. E muito. O protesto ficou meio engraçado. Dava para imaginar as meninas batendo os pés com as mãos nas cadeiras : "Sacanagem! Só por que ela é mais bonita? A gente tem mais talento, tá?"

Scatings dignos de Ella Fitzgerald (isso eu tenho que admitir), swingão, voz doce e esperta compõem a musicalidade da nêga (com todo amor e respeito). Ela tá com um disco saindo agora que vem sendo reconhecido, pela imprensa gringa, como seu melhor trabalho até agora. O nome é "This is New" (ainda acho que o nome cutuca o repertório clichê e o canto acomodado da Diana Krall) e traz músicas de Kurt Weill. Dentre elas, "Speak Low", "September Song" e "This is New", a faixa-título, escrita por Gershwin. A Europa baba-na-didi (quis ser Carlinhos Brown). A França fica de joelhos pela cantora. É divertida de assistir (ela já esteve em um dos free-jazz da vida). Ela brinca de cantar. Não senta toda poser num piano e faz um charme de boa cantora (não tô falando de ninguém). Com o sorriso escancarado e uma irreverência sempre presente, já dá pra perceber o tipo de som que vem daquela moça. O jazz não morreu. Nem Elvis. Pare de escutar as defuntas Billie Holiday, Dinah Washington (ela já morreu ou eu enterrei ela agora?) e Ella Fitzgerald. Tem gente legal como Dee Dee Bridgewater por aí. Doe o seu CD e o seu DVD da Diana Krall (pode ser pra mim) e jogue o pôster dela que a Saraiva te deu e vá escutar a didi.

"Ô tia, tu é um bagaço acordando, hein?"
Madonna em sua casa, clicada por um paparazzi
Ti fudê, ô viado!

Cariocas (fato verídico):
Dois amigos no metrô. Regatas, tatuagens, bonés, bermudões, voz alta e grave:

- Pô, aê...já ouviu a música nova do Natiruts?
- Não. Maneira?
- Pô, irada. Sobre Bob Marley e tal...fala sobre as paradas, as conscientizações...
- Reggae é foda, cara. Mas eu ainda prefiro o Sublime.
- Pô, esse nem tem comparação. É a banda mais foda de todos os tempos.
- Com certeza.
- Muito foda...Melhor que essas musiquinhas da joven pan.
- Pô, tem cara que nem se liga nessas paradas alternativas...
- Não tem cabeça né, cara? É foda!
- Playboyzada da Barra...
- Nem se ligam nas paradas, em letras fodas.
- Verdade. Cara, tu curte porrada entre machos? (ok, essa eu inventei)

terça-feira, fevereiro 18


Vai lacraia, vai lacraia!

Vai lacraia, vai lacraia!
O carnaval vai chegando e é sempre a mesma história. Todo mundo quer saber o paradeiro, o destino e a programação de todo mundo: "Pra onde você vai?", "Vai viajar?" Eu já andei reclamando lá embaixo (eu reclamar?) sobre a euforia em torno de festas e comemorações. Bom, eu acho ótimo. Afinal, são dias de folga. Mas é que esse negócio de carnaval é muito chato. Rola uma ansiedade e um desejo de diversão que junto com cerveja e outras drogas, resultam em chatice, gritaria e confusão. (disse o pai careta). Mas é verdade. Carnaval em si não é importante. O negócio é a farra. Carnaval até faz sentido pra quem vai pro sambódromo. Mas pra quem fica nas ruas do Rio, a coisa é outra. Fantasia? Meio difícil com o calor. Samba? Meio difícil com o funk da furacão. Te meterem a mão no rabo? Pode esperar por isso. Sign of the times, como diria a neguinha Prince. Mas quem deve chorar com essa mudança é Clovis Bornay. Não sei ainda como as fantasias de luxo, tão valorizadas em sua época, sendo substituídas por éguas pocotós e lacraias ainda não mataram a bicha.

Eu pretendo pegar uma praia, dormir bastante, ir pro cinema e se for sair de noite, que seja prum lugar que não tenha muita gente e um ar condicionado decente (bem carnaval mesmo). Mas se você é folião, pegue seu spray de espuma, vá pro meio da galera, dance furacão, fique bem suado, bem fedido, abrace gringos vermelhos e tenha um bom carnaval. Ah, já ouviram o último da Missy Elliot? Tá uma folia só!

sexta-feira, fevereiro 14


Christina chega no céu:

- Oi. Meu nome é Christina. Vim aqui sei lá por quê. Qualé da parada?
- Sim. Vens até aqui e achai que mereceivos a entrada no céu por que?
- Sei lá, porteiro. I´m beautiful.
- Senhorita, precisarar-des de melhores argumentos para adentrardeis-vos no reino dos céus! O que fizerdes-tes de bom por toda a sua vida?
- Pô, fiz muita gente feliz, fiz muita gente dançar, toquei corações, tentei imitar a Whitney no começo e terminei igual a Cher, sacolé?
- Os nomes não importais-me-me. Respondas-me-nos sinceramente. Achardes que merecei-te-vos o inferno ou o céu?
- Ai cara, sua linguagem é uó. Se joga na rua, vai ler um livro, corta essa barba. Quem tu acha que é? Eu tenho milhões de dólares. Tô aqui por culpa tua. Você, invejoso, que fez meu avião cair.
- Christina, ó minha filha. Não ainda aprendei-vos que mereces-te o destino que eu escolhei-tes-de?
- O que é esse "de" no final? Puta que pariu! O capeta é mais gueto? Me manda pra lá então. Ninguém merece você...
- Ok. Penso que vais se dar-vos bem com Lúcifer. Ele provavelmente reconhecerás-tes e saberades quem é Whitney e Cher. Adeus, Aguilera.
- Me joga logo. Puta cara chato!

quarta-feira, fevereiro 12


Peguei lá do Hiro a lista dos 100 melhores videoclipes da história (juro que não fui eu quem fez a lista). O primeiro lugar é do David Fincher. Bem legal. "Cripes crássicos do pop". Diferente do Hiro, concordei com a maioria. Vê .

obs.: A lista podia ter mais credibilidade. Um exemplo disso é o clipe que ocupa a posição de número 89. Por favor, né?

terça-feira, fevereiro 11


As grandes entrevistas que a Marília Gabriela nunca fez
Marieta Severo:

- Marieta, me fale sobre essa grande arte de atuar. (As mãos pesadas da loira circulam no ar em um movimento simulando amplidão)

- É difícil explicar. Não é algo que vem somente do talento natural. É todo um exercício de aperfeiçoamento; e de sofrimento, por que não? Hoje em dia é tudo muito pasteurizado, não há mais a grande dor de atuar. Qualquer rostinho bonito, por exemplo, estrela a novela das oito. (Silêncio constrangedor. Os olhos já arregalados da apresentadora saltam das órbitas ainda mais) Não. Nem falo do Gianechini. Eu nem acho ele bonito. O que é aquela barba nojenta?

segunda-feira, fevereiro 10


* A amizade inusitada de Suzana e Alessandra está no inter:urbanos.
* Eu pensei em tantas piadas envolvendo os redatores do Mix Brasil... Mas vou me contentar só em mostrar o printscreen pra vocês.

domingo, fevereiro 9


* Parece que os paulistas descobriram o funk carioca. Passei pelo 23 e o Gugu não deixava o tal do Serginho parar de cantar. Que pra variar, era acompanhado pelas sanguessugas do "É o Tchan", banda que ainda é sucesso em São Paulo. Deu medo...

* Teve confusão na praia? Nem percebi. Arrastão não teve. Aliás, se tiver algum, sem problemas. Podem levar meu chinelo. Mas vai... Quem leva celular pra praia, não merece ser assaltado?

* Não adianta. Eu não vou ver "Deus é brasileiro". Fagundes de bengala andando por belezas naturais? Deus? Filme nacional? Nem pensar. O dia que esses 30 diretores nacionais pararem de fazer filmes para 30 pessoas assistirem, eu vou ao cinema (acho que o Ivan Lessa que dizia isso). Não tô reclamando de "filme cabeça", nem pedindo por um Spielberg da vida. Mas se tiver alguém com uma linguagem mais interessante, mais urbana, mais sacana, menos chata, menos poética, eu agradeço. Eu só gosto do Júlio Bressane.

* Falando em praia, comentário de um amigo meu:
- Eu não tenho coragem de ir pras praias do Rio. São muito sujas.
- Ah, como se você fosse limpo...

quinta-feira, fevereiro 6


Ladies Love Cool James

Hmm i don´t think so...A primeira vez que vi e ouvi o LL Cool J foi durante a sua apresentação no Grammy, cantando o sucesso "Mama said knock you out". O grande barato do rapper é a sua facilidade e habilidade de fundir o pop com o rap com suas letras aparentemente fáceis de colar e melodias nada agressivas. Bom, o fato de estar relacionado com o popular fez com que várias pessoas torcessem o nariz dizendo que o cara teria se vendido. O que é bem estranho, não acha? Começando pelo lenga-lenga do "se vender". Existe coisa mais pop que hip hop, hoje em dia? E qual o problema com o pop? Contanto que seja música boa, qualquer estilo é agradável. Mas as influências rock n´roll (assim como Beastie Boys) também marcam o início de sua carreira. Ele parece não se preocupar. Continua, com suas músicas, querendo se divertir, namorar e trepar. Em 88, a música que vai pro topo das paradas é "Going back to Cali". O scratch e a batida funk da faixa são marcantes. O videoclipe com as meninas loiras de cabelo arrepiado, óculos escuros e dancinhas blasés esquisitas ajudam a compôr o clima cafona e divertido da canção. Mas é em 90 que LL Cool J é consagrado como rapper fodão com o disco "Mama said knock you out". Depois disso, se enfia no cinema e estrela alguns filmes ("Halloween: H20", "Um Domigo Qualquer" e grande elenco). Durante esse tempo, tem recaídas com discos que não fizeram muito sucesso.

Mas no ano 2000, volta com "Phenomenon" e o elogiado "G.O.A.T", reafirmando o status de cool rapper. LL Cool J faz música boa. Um rap-funk com senso de humor e malícia. O cara tem carisma pra ganhar qualquer Big Brother (ok, péssima comparação). A brincadeira do nome Ladies Love Cool James (LL Cool J) parece ser séria. Mulheres como Macy Gray e Mary J Blige já declararam amor ao cara. Várias outras (Brandy, Kelly Price) ganharam presentes: alguns remixes feitos por ele deixaram as canções originais das meninas totalmente apagadas. Ultimamente, tem ajudado J-Lo (mais conhecida como Geni do quarteirão) com versões para "Love Don´t Cost a Thing" e agora uma baba legal chamada "All I Have". Na música, faz o papel do namorado que a tratou mal. Agora ela parte, abandonando o canalha que recebeu lar, conforto, uma bunda exuberante e não soube dar valor. Já era. Ela voltou pro quarteirão e está com as meninas fazendo vários "talk to the hand" pros rappers. LL Cool J deve estar arrasado.

Ãh? Onde? (Phelipe acorda suado e assustado)

terça-feira, fevereiro 4


O mundo pop anda agitado, não acha?

Courtney Love presa por tumulto em avião?
Madonna grávida de novo?
Michael Jackson admite dormir com meninos?
Marco Aurélio, do "Jesus me Chicoteia", deixa ou não o cavanhaque?

Ok, essa última não precisava...

domingo, fevereiro 2


Babei Legal

Tem uma lojinha no quarto piso do Rio Sul (a única sobrevivente) que ainda deixa a gente dar uma folheada nas revistas importadas e não as lacra com sacos plásticos. E foi lá que vi essa edição de fevereiro da revista inglesa Muzik, dando uma revisada na cena dance dos anos 80 e destacando os nomes mais importantes. Na capa, a Madonna gordinha e rata de boate carregando hits como "Everybody" e "Holiday". Acho que naquela época ela dava pra todos os DJs sujos de Nova York. Ela e o amigo Keith Haring. Mas bem, ainda tem reportagem com Prince e o estouro de "Let´s Go Crazy", gente legal como Soul II Soul, Kraftwerk, New Order e Run DMC. E ainda traz um CD com gravações inéditas desses artistas que estouraram nos clubes. Eu tentei dar uma olhada pra saber como seriam essas versões, mas cada hora que puxava o CD para olhar atrás, fazia o barulho da cola descolando do plástico e eu recebia olhares reprovadores da bicha com cigarrinho do balcão.

Penso: "Ok, ok, eu desisto. Vou comprar essa merda... Quanto é?". Ele me responde: "48". Eu ponho, em câmera lenta, a revista no lugar e fico imaginando as risadas silenciosas dele enquanto traga aquele cigarro nojento ao som de Simply Red (sim, tocava isso lá). Valia a pena. Mas eu não sou maluco o suficiente pra comprar. Eu posso baixar aquilo na internet. É só eu saber que versões inéditas e legais eram aquelas. Versões dos anos 80 mesmo, com participações especiais. Demos do Prince, exclusivas do Kraftwerk e duetos do Soul II Soul com...(não consegui ler). Ok. Se alguém passar por lá, pega um pedaço de papel e escreve assim: "Uma operação de câncer no pulmão ou na língua é muito mais cara que 50 reais". E fala que eu mandei dar pra ele. Ah, vai...a culpa é dele, gente. Merda.

sábado, fevereiro 1


David Fincher + Madonna

quero ser nouvelle vague...
O clipe da Madonna, em questão, se chama Bad Girl. É dirigido por David Fincher (o diretor de Seven e Clube da Luta). Dou boas razões para gostar do vídeo. O clipe tem estória pra filme. É interessante. Madonna é uma executiva solitária que sai trepando com a maioria dos caras que encontra ao redor (nossa, que novidade, Phelipe). Calma. A cantora consegue dar conta do recado e tem boas atuações. É estranho como ela é uma merda no cinema e em seus clipes, não. Bom, a executiva gata loira, durante a passagem dolorosa dessa coisa chamada vida (hehe), é acompanhada por um anjo (Christopher Walken), que entre um cigarro aqui e ali, sobrevoa todas cenas, acompanhando o caminho tropeçante da tal mulher. Ela sente a presença de alguém a observando e dialoga com a assombração durante o clipe. Aliás, tem cenas de gatinhos que deixariam qualquer Cora Rónai apaixonada.

O trato com a imagem, a fotografia limpa, bonita, com câmeras bem colocadas, já valem o clipe. Com este passado de videoclipes e comerciais que David Fincher deve ter aprendido a valorizar cada pedaço de fita em seus filmes. Em Bad Girl, ele mata a protagonista no final. Não deve ser novidade pra Madonna, que já morreu na maioria dos seus filmes. O cara também dirigiu outros clipes da cantora, como Express Yourself e Vogue. Falando em Madonna e filmes, penso em Guy Ritchie, que também é um diretor legal. Dizem que conseguiu errar com a mulher em seu último filme Swept Away, que nem vai ser exibido no cinema. Mas também já pôs Madonna pra estrelar coisas bacanas, como o curta feito para a BMW Films, Star. Mas sei lá...continuo achando que ela casou com o cara errado.