<BODY> philipinas: Novembro 2002

sábado, novembro 30


Leia antes do tempo pra depois não reclamar que perdeu! E não exagere chamando todo mundo. O lugar é pequeno. Coloquei aqui no blog por que só 10 pessoas me lêem. :)

quarta-feira, novembro 27


Larga o Carrinho! Agora!

O pessoal do Adbusters, uma espécie de ONG contra o consumismo, chama o mundo inteiro para o "Buy Nothing Day". Dia 29 de Novembro, nesta sexta-feira, é o dia que marca o início das compras natalinas. O que os caras fazem? Protestos nas portas das lojas, teatros de rua, quebram cartões de crédito ao meio, etc... Dizem que não é nenhuma regra sendo imposta, ou algo agressivo; e sim uma manifestação social: Celebre o "Dia do Não Compre Nada" - 29 de Novembro. Chegaram a criar também, o Buy Nothing Christmas, que tem um quadrinho bem engraçado ilustrando a hora em que Jesus teve que comprar uma sandália nova (aqui). O pessoal do Adbusters já conseguiu chamar a atenção de jornais, revistas e televisão desde o começo da campanha, 11 anos atrás. Hoje conta com mais de 1 milhão de adeptos em trinta países pelo mundo. Os organizadores já tentaram exibir o seu anti-comercial em redes de televisão como a ABC, CBS e NBC. Todas recusaram o anúncio dizendo que a sugestão de não-compras seria uma ameaça à política econômica dos EUA. Não é fantástico?

O Brasil já não podia ter o seu grupo? É só no dia 29, não vai nem fazer mal. Imaginem os gritos na porta das Lojas Americanas, em frente aos Barras Shoppings da vida... Vamos ter que arranjar um rosto famoso para a causa. Acho que a Maria Fernanda Cândido topa por qualquer 100 reais. Eu pensei na Galisteu, mas ela vende um monte de coisa com o nome dela. Acho que cantor nenhum vai topar. Já imaginou a Sandy e a Júnior pedindo para que não comprem os CDs deles no dia 29? Teríamos que garantir, pelo menos, uma matéria na Caras. Ou então pedir pra Regina Duarte falar em rede nacional que tem medo do consumismo. Mas desta vez, ela ia ter que soluçar de tanto chorar. E aos berros, no estilo Helena, gritar: "Sabe, gente...NÃO COMPREM!!" O site com a campanha, está aqui, para quem quiser dar uma olhada. Então não se esqueçam! Nesta sexta, nem liguem a televisão. Assistir a comerciais também é um jeito de comprar. Será que eu tô exagerando?

O primeiro post fofo a gente nunca esquece

Esse blog não é muito pessoal, eu sei. É que também eu sou muito tímido pra falar de mim. Até por aqui. Sei que às vezes essa timidez pode se passar por metidez, mas por favor...eu cago que nem você. Sentado no vaso. Imaginem minha cara na privada e pronto. Mas não, é sério. Eu não sei quanto tempo tenho de blog. Fico muito feliz com todo mundo que sempre leu o philipinas e o inter:urbanos. Isso é muito legal. O blog começou como se fosse uma criança que tinha acabado de entrar no jardim de infância, que achava tudo muito legal; inclusive a tia gorda suada com verrugas no pescoço. Agora, tá numa fase mais adolescente, resmungona e chata. Pensando bem, quando falo dos outros, estou falando de mim também. Então esqueça aquela palhaçada lá em cima de que isso não é pessoal. Você me pergunta... Qual o nexo deste post? Onde você quer chegar? Não sei. Vai ver os hormônios em ebulição da adolescência foram embora e eu agora penso em ter um relacionamento sério com vocês. A timidez acabou e eu já consigo olhar vocês nos ipês (isso foi nerd). Aliás, se não tivesse ninguém lendo, eu não estaria escrevendo. Sabe quando você entra no palco e não pode ficar mudo? Não, nunca fiz teatro, Phelipe. Ah tá...

Então... Não se esqueçam que tem bastante gente legal ali nos links para blogs. Uns de amigos, outros de desconhecidos, alguns metidos, outros não, mas tudo gente fina que tem o que dizer e que eu gosto de ler. Isso. Que eu gosto. Aqui é tudo eu, eu, eu, sabia? :)

Beijão pra todo mundo. Voltem sempre!

* alguém tem um lenço aí?

segunda-feira, novembro 25


Quem tem medo do Eminem?

Pra falar a verdade, não aguento mais o rapper. Parece que todo mundo sumiu e só ficou ele. Ele e a Pink. E a J-Lo. Mas esta, só por causa dos namorados. O engraçado é que todo mundo elogia o resmungão baixinho com voz irritante e com tinta de cabelo igual à do Belo (quem?). O povo tem medo dele. Então acabam respeitando. Será que também elogiam com medo de serem alvos de xingamentos nas músicas dele? O cara fala mal até da mãe. Ultimamente, pegou no pé do Moby. Tudo começou quando o músico chamou Eminem de sexista, homofóbico, misógino e que sua música seria perigosa para a adolescência. O garoto ficou furioso (alguém deve ter explicado pra ele o significado das palavras). Mostrou o dedo do meio pra Moby em várias premiações de música, simulou a morte do DJ em shows e o chamou de "bicha chata que faz música que ninguém escuta", na faixa "Whitout Me". Neste último EMA, Moby disse que respeita Eminem, seu trabalho e espera que ele seja muito feliz em sua vida.

Tem coisa mais idiota que isso? Além de fazer música chata, arranja briguinhas de jardim de infância. Aliás, viu quem é capa da revista Rolling Stone e posa embaixo do título de personalidade do ano? Ele mesmo! Eminen dá dinheiro, dá audiência, dá confusão... A matéria vem também com outras "coisas boas" de 2002, como as bandas de rock que começam com "The", a pirralha Avril Lavigne, Beck, Kelly Osbourne e outros. A revista não arrisca quem teve o pior 2002, mas abre uma votação online para que a gente diga quem é. E na lista, tem Nick Carter, Michael, Lauryn Hill, Moby, Madonna, Winona Ryder e Alanis. Achei engraçado. O Eminem não estando na lista, só prova que a eleição dos melhores e piores de 2002 é sobre quem apareceu e vendeu mais. E o pior disso mesmo é que eu ainda leio a revista. Pô, uma das coisas mais legais de 2002 foram os furtos da Winona, o balanço do Michael Jackson (aliás, do bebê dele) e a Lauryn Hill engasgando e chorando com o seu violão folk. Falando de mundo pop, pelo menos estes piores, eleitos pela revista, trazem assunto novo. A chatice e a repetição são sempre das bandinhas, das garotinhas do rock, do pop e do rapper teen branco fazendo música pra punheteiro que acha que é machão. A indústria fonográfica americana é pedófila. Aquela menina Avril Lavigne deve sujar a calcinha ainda. E quem é adulto, se veste que nem criança e faz música pra retardado (vide Pink getting the party started e No Doubt com hey beibe). E o Eminem continua ganhando prêmios, quando devia mesmo era receber porrada de travesti. Viu como até eu sei ser polêmico?

sábado, novembro 23


A Dona Consuelo, que teve problemas com a NET, tá lá no inter:urbanos.

quinta-feira, novembro 21


E você reclama do seu pai!

Antes de reclamar do seu pai, olhe para o Michael Jackson com os seus filhos, passeando pelo zoológico. Vamos começar pelos nomes. A menina se chama Paris, o menino se chama Prince Michael e aquele que foi sacudido na janela pelo próprio pai é o Prince Michael II. Sinistro! Tem pessoas que ainda ficam escandalizadas com a crescida Cristina Ricci, por exemplo. Ou então com um Macaulay Culkin (aliás, quando estréia Party Monster?) babando, fumando e de saltos plataformas. Já parou pra imaginar os filhos do Jacko? Família Addams é fichinha perto deles. O Michael é a própria Mortícia só que sem o senso de humor. Dá pra imaginar conflitos familiares e as exigências das crianças:

- Ué pai, você era menino e preto? Que legal! Como conseguiu ficar uma mulher branca?
- Pai, hoje eu quero cortar os meus pulsos. E nem vem me proibir porque ontem você fez.
- Eu não sou gay, pai. Eu só curto transar com cachorros!
- Nossa, esse seu clipe com a filha do Elvis dá nojo!
- Aquela puta da sua irmã La Toya pegou meu vibrador emprestado e não devolveu!
- Pai, esse nariz aqui é seu? (Michael tenta acalmar o recinto)
- Children, wash the hands. Make it a cleaner place, for you and for me and the entire human race.
E música que é bom, nada.

Bonus freak show:
* Veja como sacudir o seu filho na varanda (precisa de real player)
* Fotos da passagem do cantor por Berlim
* Vamos no Oscar comigo, amiga?

terça-feira, novembro 19


Ah, cansei!

Sou totalmente a favor de que ela tire férias. Aliás, merecidas férias. A cantora folk Joni Mitchell em recente entrevista para a revista W, disse estar cansada da indústria da música. Cita Madonna como o melhor exemplo de que não é necessário talento artístico para estar nas paradas. Também promete não assinar mais nenhum contrato com uma grande gravadora. Também, pudera. Ela está fazendo música boa há 30 anos. Só pela obra-prima Blue ou por músicas como The Circle Game, ela poderia ter se refugiado no meio do mato como se fosse um J.D. Salinger depois de Apanhador no campo de centeio. Mas dá pra imaginar a dona Joni cansada de guerra. Ela deve olhar a Madonna se divertindo, a Britney de calça da gang com gritinhos e suspiros sem nenhuma melodia e deve ficar triste. Mas a verdade é que Sra. Mitchell não traz mais nada de novo. Normalmente chama o amigo Herbie Hancock e grava um Summertime aqui, um You´ve changed ali e mais nada.

Por isso eu sou a favor da aposentadoria de grandes músicos com bloqueios criativos. Se você não é um Mick Jagger que ainda fica em pé e faz música boa, ou uma Madonna que continua se empolgando e fazendo música legal e é um Michael Jackson que não sabe mais o que é música, então pare. Rita Lee também andou reclamando da mídia brasileira e pegou sua fuderosa Arrombou a Festa e a transformou em "Ai, ai, meu deus, o que foi que aconteceu com a mídia popular brasileira?" Meninas, é fácil. O tempo passa e as coisas mudam (ainda bem). As caras dos artistas e o mercado também mudam. Quem entra na roda, se diverte, continua fazendo música boa e lucra. Quem não consegue, ou acha podre o showbizz atual, se aposenta ou reclama. Chega de greatest hits ou de acústicos revendo a carreira. Pede pro escritor Salinger uma vaga na casa de campo dele (porque eu tô falando disso de novo?) e fica por lá. Ah, falando em rever a carreira, a Joni Mitchell acaba de lançar um CD duplo com hits de sua carreira em climas jazzísticos, junto com a Orquestra Sinfônica de Londres e com participações de Herbie Hancock e Wayne Shorter, chamado Travelogue.

domingo, novembro 17


"A gente somos ecléticos"

Você provavelmente já conheceu alguém que disse gostar de Jennifer Lopez, Radiohead, Bach e Zeca Pagodinho. Ou então você mesmo pode ser essa pessoa que vem com a explicação do "eu sou uma pessoa eclética". Dá pra alguém me explicar direito? Eu não consigo entender. Como alguém pode amar um gato, o tanto quanto ama um cachorro? Por isso eu ainda não entendo os bissexuais. Como pode gostar tanto de mexilhão quanto de pepino? Essa foi horrorosa. Voltando à música. A filha do Osbourne, Kelly, disse em entrevista à MTV que escolheu Papa don´t preach para regravar, porque desde pequena escutava a Madonna com o seu irmão e adorava. E que ficava puta com quem falava que era impossível, por exemplo, gostar de Britney Spears, System of a Down e The Hives. Ela, por exemplo, gostava dos três.

Podemos até falar que os preconceitos musicais estão caindo e que um teen pop pode ser tão bem feito e apreciado como o rock de uma banda que ouviu muito Lou Reed, David Bowie e Beatles. Mas são dois estilos musicais completamente diferentes. A Britney andou regravando I love rock n´ roll, clássico do rock de Joan Jett e a filha do roqueiro Ozzy chamou o Incubus, uma banda de nu-metal, pra gravar um pop 80´s da Madonna. Seriam dois mundos se encontrando. Então vamos tentar entender. Hoje em dia, quem vai ao forró na feira de São Cristóvão, também vai pra rave em fazendas no cu da Barra, ouve rock em casas alternativas de Botafogo e vai no ATL assistir show de axé music. É simples. Você compra a Ivete Sangalo nas Americanas, beija uma menina no show do Rush e depois fica com um cara na Bunker. Já sei! Seria como comer Romeu e Julieta? Sei lá. Acho que meus 23 anos já estão velhos. Me dá um whisky preu relaxar. Ah, mas põe guaraná.

quinta-feira, novembro 14


quarta-feira, novembro 13


Os que gritam e os que trepam

Cd de estréia de Khia: capa podre. Pose idem.
A música rap americana parece ter essa divisão. Aquela briga chata dos gangsta rappers da costa leste, com os da costa oeste, parece ter diminuído depois do assassinato de 2-Pac e Notorious BIG. A briga agora é entre quem faz música pra trepar e quem faz para protestar. Recentemente, o Public Enemy, uma das bandas de hip hop que mais gritaram por "Fight the Power", teve o seu vídeo censurado pela MTV americana. A faixa "Gotta Give the Peeps What They Need", do novo álbum Revolverlution, teve seu vídeo banido pela emissora da música por ser político demais. O grupo, no meio da música, grita "Free Mumia", pedindo a liberdade de Mumia Abu-Jamal, atualmente preso, por ser acusado de matar um policial. Bandas como Beastie Boys e Rage Against the Machine também são adeptas do protesto contra a prisão do jornalista Mumia. Mas a MTV disse não. Pediu para que a banda tirasse o "Free" e não foi atendida. "Eu faço arte e músicas para provocar. E não para serem piadas", diz Chuck D, criador e membro do Public Enemy.

Do outro lado, Nelly, em "Hot in herre", reclama do calor e pede pra que todo mundo tire a roupa. As meninas, no refrão, sussurram: "I am gettin so hot, I wanna take my clothes off". Também no topo das paradas, está a cantora estreante Khia, responsável pelo single safadinho "My neck, my back [Lick It]". As bitches do hip hop são sempre muito divertidas e nada comportadas. Vide Lil´Kim, Foxy Brown, etc. O sucesso delas é tanto que acaba parindo as filhas. Só que filhas de pele branca e sem palavrão. Mas com as mesmas calças apertadas, mesmas dancinhas e atitude. A única diferença é que vendem o triplo. Já ouviu falar de Britney Spears?

"Gotta Give the Peeps What They Need", do Public Enemy, com o vídeo censurado, subiu pro top 10, logo depois da confusão com a MTV. E os tarados, quanto mais tiram a roupa e ficam no cio, mais discos e clipes reproduzem. E você? Tira a roupa ou reclama de quem tira? Reclama por seus direitos ou fecha a boca de quem reclama? Sei lá. O que interessa é boa música. Seja ela tarada ou "cabeça". James Brown, pai do funk e tarado de plantão, já anunciava: "Fellas, I'm ready to get up and do my thing...I wanta get into it, man, you know.... Like a, like a sex machine"!

terça-feira, novembro 12


domingo, novembro 10


* Tem um blog bom por aí, que te deixa atualizado com o que tá acontecendo no mundo da música. Um blog que lê a Q, a Rollingstone, a NME, os sites das bandas,... descobre vídeos, mp3, tira o melhor e dá pra você. O nome é Radar (music online, bands, CDs, news).

* Eu tive a felicidade e a infelicidade de ver dois filmes nesse fim de semana. O primeiro, bom, é o "Dia de Treinamento". Um filme legal. Denzel Washington em boa atuação como sempre e Ethan Hawke surpreendendo. O outro foi "Rainha dos Condenados". Mais uma de vampiros, da Anne Rice. Filme chato estrelado porcamente pela cantora Aaliyah, que quase não aparece no filme, por sorte nossa. "Do you know Aaliyah? She´s dead....Dead! hahahaha" (não consegui evitar a piada sem graça)


* Vídeo novo da Bjork, dirigido por Spike Jonze, da única faixa inédita do Greatest Hits da cantora, "It´s in our hands": Crica!

sexta-feira, novembro 8


Motherfuckers are so nice!

Miss Kittin and the Hacker
A temática musical e hedonista das pistas de dança, convenhamos, não é uma das mais criativas do cenário musical. A coisa só foi mudar no final dos 90, quando ouvimos DJs que levaram a música eletrônica e suas vertentes criativas para o topo das paradas. A cena clubber, divertida e despretensiosa, vem apresentando novidades nem tão novidades assim. Afinal, tudo é reciclável de 20 em 20 anos. Agora, o mundo eletrônico está babando na alegria kitsch e no tom blasé de Miss Kittin. A DJ francesa, que faz o famoso electro dos anos 80 com tendências atuais, tomou a pista com hits poderosos como o de Frank Sinatra. A música, feita antes da morte da "Voz", é uma conversa alucinada no meio de risos frouxos e pausas longas, que pergunta: "Do you know Frank Sinatra? He´s dead". E aí, Miss Kittin cai na gargalhada, meio que prevendo o destino do cantor. Aliás, Miss Kittin não canta em seu microfone sem fio; resmunga. A música eletrônica da garota de franja torta, uma das mais poderosas do selo alemão International DeeJay Gigolo Records, de DJ Hell, celebra com irreverência, o trash dos anos 80 com citações pervertidas do tipo: "To be famous is so nice. Suck my dick, kiss my ass".

No seu mais novo cd, ela se junta com o amigo de longa data, conhecido como The Hacker e traz uma regravação do clássico dos anos 80, Sweet Dreams e leva pra parada, o hit 1982. A moça já tem agenda confirmada, com shows no Brasil para o fim do ano. Aliás, falando em Miss Kittin, alguém se lembra de Gillette? Acho que era ela, a cantora responsável por hits dance dos anos 90, como "Short dick man" e "Lick it". "Ah, mas aquilo é podre. É passado. Agora tá todo mundo dançando com a Miss Kittin. Deixa de ser desagradável." Ok, motherfuckers!

quinta-feira, novembro 7


quarta-feira, novembro 6


Chovendo no molhado

Por culpa do tempo chuvoso aqui no Rio, a memória para músicas com o tema "rain" vem à tona. Já reparou que são sempre muito cafonas? São sempre músicas deprês, chuvosas...vêm sempre com uma dor meio cool, embutida no coração, que a chuva trouxe ou que a chuva irá levar. Acho que encabeçando a lista, está o hit de Prince, Purple Rain: "Eu nunca quis te causar nenhuma mágoa. Eu só quero ver você se banhando na chuva roxa. Chuva roxa, chuva roxa..." Imaginou a cena? Você se lembra do A-Ha, Crying in the rain? O cara está sofrendo. Não quer que a namorada o veja assim. Então resolve fazer o choro dele na chuva: "I may be a fool, but till then, darling, you'll never see me complain. I'll do my crying in the rain" É dose, né?

A chuva não deve ser muito inspiradora. Alguém acha romântico uma chuva caindo? O Jorge Ben Jor ficou no chove-não-molha de "Chove chuva, chove sem parar..." e a Madonna teve o seu amor descendo como chuva, que acabou levando as suas mágoas, em Rain: "Wash away my sorrow, take away my pain. Your love is coming down like rain...". Acho que o único felizardo que não ficou chato com a chuva, foi o Gene Kelly. A felicidade dele no momento era tão grande, que uma chuva chata não atrapalhou. Feliz da vida, foi chutando poças. E com o guarda-chuva aberto, saiu Singing in the Rain.

Mais chuva. O Eurythmics nos anos 80, quando olha pela janela, reclama: Here comes the rain again! E o Creedence Clearwater, em Have you ever seen the rain?, quer saber se alguém já viu a chuva caindo em dia ensolarado. Ah, Creedence, tudo pode cair do céu. As gordas do The Weather Girls viram uma chuva de homens em It´s raining men. Os meses de chuva fizeram com que a cantora de jazz Dinah Washington passasse todo o September in the Rain. No momento, podemos ouvir o Axl Rose resmungando em November Rain. E daqui a pouco vem as Águas de Março. Já não vejo a hora dos Beatles cantarem Here comes the sun.

segunda-feira, novembro 4


The day the music died...
"Music" morreu assassinada em dia ensolarado de outubro, na paradisíaca cidade do Rio de Janeiro. Os assassinos confessos, Adriana Calcanhoto e Jobim Jr, encontram-se foragidos. As armas do crime foram uma interpretação sem vida e um inglês brutalmente mal pronunciado. Em depoimento emocionado, a mãe de music, Madonna, se diz chocada: "Não entendo como alguém tem a covardia de fazer isso com minha filha. Ela era uma alma doce, fazia as pessoas se reunirem." A faixa seguinte, Impressive Instant, saiu com hematomas por todo o corpo: "Eu odeio samba-reggae. Eu não sabia dançar isso. Mas a Adriana me dava chutes na canela". "Music-Impressive Instant" foi achada nesta lista, coberta de sangue, quase no final da página. Os assinantes do UOL têm a oportunidade de ouvir os últimos gritos de vida da jovem canção, morta pela dupla de músicos. Aqui!

sexta-feira, novembro 1


Bate forte o tambor. Ela quer tique-tique-tar

É engraçada a briga da MTV com o Multishow. Numa palestra na faculdade, o Wilson Cunha (do Multishow), dizia que a MTV era só para adolescentes malcriados, que só tinha palavrão e que não gostava muito de como a emissora se apresentava. Minha professora de mídia eletrônica resolveu se pronunciar. Disse que ele estava certo, mas que isso teria que ser melhor explicado. O público-alvo da MTV é adolescente e o Multishow já é entretenimento para velhos. O cara ficou nervoso. Continuou a palestra bufando. A partir daí, você percebe que a MTV é uma pedra no sapato do Multishow. Ambos estão sempre brigando por exclusividades de certos vídeos. Uma tem a Madonna, o Oasis, a Shakira na mão e a outra fica com Jorge Vercilo, Adriana Calcanhoto e Lamya. Quem? Quem? Pois é. Eu também não conhecia. Diz o canal para idosos, que é a nova revelação da música black americana. E que, apadrinhada por Quincy Jones, famoso por coisas como We are the world, veio para "sacudir" a música internacional. O hit inaugural da cantora se chama "Bring me men". Aí você pensa: "Ih, lá vem mais uma tarada". Mas você se engana. Antes fosse. Ela batendo os seus tambores, com a voz misto de Bjork e Macy Gray, quer homens com pretensões políticas para estabelecer uma nova ordem mundial. Preciso falar mais alguma coisa? Agora baixe a música e escute com os próprios ouvidos.



In the way way

In the way way had it a rock
had a rock in the way way
had it a rock in the way way had it a rock.

I will never forget myself this event
in the life of my retinas so tired.
I will never forget that in the way way
had it a rock
had a rock in the way it way
in the way way had it a rock.

Em um dos comentários do blog da Cora, Patrícia Mattos resolveu traduzir o poema do Drummond pelo Altavista. Quem merece ela?